Made for loving
.
- João Leonel
Adolescentes,
em geral, são tomados por grandes e avassaladoras paixões. Sempre há casos de alunos e alunas que se apaixonam por suas
professoras e professores pois é na adolescência que o fenômeno se
manifesta mais ampla e arrebatadoramente.
- João Leonel
Romeu e
Julieta, a peça de William Shakespeare, tem como protagonistas dois
adolescentes. Há quem diga que ele tinha 17 anos e ela 13. Dois
adolescentes apaixonados até a morte.
Como definir
a paixão? O dicionário Aurélio tenta: “Sentimento ou emoção levados a
um alto grau de intensidade, sobrepondo-se à lucidez e à razão”. Pode
ser. Apaixonados tendem a, tomados pela fixação no outro, colocarem a
razão ou a lucidez de lado. E com isso, deixam pais e parentes
preocupados, quando não desesperados.
Por outro
lado, como é bom sentir-se apaixonado!
Em qualquer idade. Adolescentes,
jovens, pessoas maduras, Idosos. Sim, idosos sentem-se apaixonados.
Paixão de décadas. Por que não?
Aquele sentimento
que faz com que a imagem, o sorriso, um movimento, o corte de cabelo, o
modo de falar, o perfume, qualquer coisa na pessoa amada nos lance a
sensações de profunda intensidade que tornam impossível viver sem o
outro.
O livro de Atos dos Apóstolos fala de gente apaixonada. Por Jesus.
Pessoas
que, transformadas pelo amor que verte da cruz e emerge na
ressurreição, sob a presença e poder do Espírito Santo, desejam viver ao
lado do amado, sentem-se atraídas por ele, procuram agradá-lo em tudo.
Submetem-se à morte por essa paixão avassaladora.
Não
foram estratégias, não foram planos bem elaborados, não foram discursos
bonitos e bem articulados que fizeram com que a Igreja Primitiva,
conforme descrita em Atos, progredisse, crescesse e se tornasse bênção
para o mundo. Não.
Foi a paixão por Jesus sentida
por homens, mulheres, crianças, judeus, gentios, ricos, pobres, sábios e
ignorantes. Pessoas transformadas que se apaixonaram cegamente por
Jesus.
Somente assim se consegue entender que
Estevão, o sábio e poderoso pregador helenista morresse apedrejado,
clamando ao seu querido Senhor que não imputasse sua morte aos seus
assassinos.
Somente assim se consegue compreender
que Pedro, legalista, cegado pelas tradições judaicas e preconceituoso
se tornasse aquele que iria à casa do gentio Cornélio para pregar o
evangelho, abrindo, assim, as portas da Igreja aos não judeus.
Somente
assim se consegue entender que um Saulo, perseguidor da Igreja, se
tornasse o Paulo perseguido por compatriotas, desprezado por romanos,
mas que percorreu o mundo conhecido de seu tempo pregando o Amado de sua
alma.
Somente assim se pode compreender que
homens, mulheres e crianças, famílias inteiras, mesmo sob tortura, mesmo
morrendo sob o fio da espada romana, mesmo sendo devorados por animais
ferozes em espetáculos públicos, ou até crucificados como o Senhor, em
seus últimos suspiros continuassem declarando em alto e bom som seu
amor, sua paixão pelo Salvador.
Não nos enganemos.
O livro de Atos dos Apóstolos não é um manual para aprendermos sobre o
crescimento da igreja. Não é um amontoado de regras que farão com que
sejamos bem-sucedidos.
O livro de Atos é um livro
de gente, como nós, com fraquezas como as nossas, com dilemas e dúvidas
como os nossos. Mas gente tomada pela paixão, a maior das paixões, a
paixão mais abençoadora e transformadora que pode existir. A paixão por
Jesus.
Gente apaixonada faz coisas malucas.
Fonte: https://www.ultimato.com.br/conteudo/paixao-por-jesus-o-que-isso-significa-na-pratica

0 Comments:
Post a Comment
Note: Only a member of this blog may post a comment.
<< Home