June 24, 2026

A fé madura não nega as lágrimas

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O que fazer com a dor?

- Ronaldo Lidório

A dor pode gerar cansaço, desespero ou revolta. Quando não é tratada diante de Deus, ela se torna um terreno perigoso para a alma. Pode endurecer o coração, alimentar pensamentos distorcidos, enfraquecer a fé e nos levar a conclusões precipitadas sobre Deus, sobre nós mesmos e sobre a vida.

Por isso, precisamos aprender a lidar com a dor à luz da Palavra. E Ana nos ensina muito sobre isso. Ao compararmos 1 Samuel 1 com 1 Samuel 2, percebemos que ela não apenas sofreu, mas também soube o que fazer com o sofrimento.

Primeiramente, Ana não ignorou a sua dor. Ela não anestesiou a alma como se nada estivesse acontecendo. Nem tampouco escondeu a aflição atrás de uma aparência religiosa. A Escritura é clara ao dizer que ela estava “com amargura de alma” e que “orou ao Senhor, e chorou abundantemente” (1Sm 1.10). Mais adiante, ela mesma declara: “sou mulher atribulada de espírito” (1Sm 1.15). Ana reconheceu sua dor diante de Deus. Há uma fé madura que não nega as lágrimas, mas as entrega ao Senhor.

Em segundo lugar, Ana levou sua dor ao Senhor. Ela não a deixou presa na garganta, não a jogou sobre outra pessoa, não a transformou em agressividade, nem permitiu que se tornasse rancor. Ela fez da dor uma oração. A Palavra afirma que Ana “orou ao Senhor” (1Sm 1.10). Essa é uma verdade simples e profunda. Aquilo que pesa sobre a alma precisa ser derramado diante daquele que sustenta os cansados e consola os aflitos.

Por fim, Ana transformou sua dor em adoração. Mesmo antes de receber a resposta visível do Senhor, ela já se colocou diante dele em reverência, fazendo um voto e reconhecendo sua soberania: “Senhor dos Exércitos, se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres...” (1Sm 1.11). Mais tarde, em seu cântico, ela proclama: “O meu coração se regozija no Senhor” (1Sm 2.1). A dor que antes era choro tornou-se louvor.

Assim, quando a dor chegar, não a ignore. Leve-a ao Senhor. Derrame sua alma em oração. E permita que Deus transforme suas lágrimas em adoração. A dor nas mãos de Deus nunca é inútil. Ela pode se tornar escola de fé, altar de entrega e testemunho vivo da graça do Senhor.

Um dia estaremos perante o Senhor face a face. 

Ali não haverá mais dor, morte, tristeza ou dúvida. Ali viveremos de forma plena, santa, em completa comunhão com o Altíssimo. Aqui, porém, ainda temos vales profundos e dias escuros. E alguns são difíceis de atravessar. Por outro lado, temos aqui, neste mundo quebrado pelo pecado, uma oportunidade única: adorar ao Senhor, com confiança e gratidão, em meio à dor. 

Portanto, não desperdice esta oportunidade. Leve o seu sofrimento a Cristo! Confie e descanse.

Fonte: https://www.ultimato.com.br/conteudo/o-que-fazer-com-a-dor

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June 21, 2026

Águias

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"Mas os que esperam no Senhor, renovarão as suas forças, subirão com asas como águias, correrão e não se cansarão, caminharão e não se fatigarão". 

Alguma vez já pensou aonde vão as águias quando a tormenta vem? Onde é que elas se escondem? 

Elas não se escondem, elas abrem as asas, voam a uma velocidade de até 90km/h e enfrentam a tormenta. Elas sabem que as nuvens escuras, a tempestade e os choques elétricos podem ter uma extensão de 30 a 50m, mas lá em cima brilha o sol. Nessa luta terrível podem perder penas, podem se ferir, mas não temem e seguem em frente. Depois, enquanto todo mundo fica às escuras embaixo, elas voam vitoriosas e em paz, lá em cima. 

Finalmente, as águias também morrem, mas alguma vez você achou por aí um cadáver de águia? De galinha talvez, de cachorro ou de pombo, quem sabe até de um bicho de mato nessa extensas estradas de reserva ecológica, mas cadáver de águia você não encontra. Sabe por quê? 

Porque quando elas sentem que chegou a hora de partir, não se lamentam nem ficam com medo. Procuram com seus olhos o pico mais alto, tiram as últimas forças de seu cansado corpo e voam aos picos inatingíveis e aí esperam resignadamente o momento final. Até para morrer elas são extraordinárias. Talvez por isso o profeta Isaías compara os que confiam no Senhor com águias. 

Quem sabe hoje você tem diante de si um dia cheio de desafios. Alguns deles podem parecer impossíveis de ser vencidos, mas lembre-se: descanse no Senhor, passe o tempo com Ele e depois parta para a luta, sabendo que depois daquela tormenta brilha o sol.
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June 19, 2026

Uma pergunta que você precisa fazer

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"Por que você está assim tão triste, ó minha alma, e por que você está tão abatida, dentro de mim? Ponha a sua esperança em Deus; Ele é o meu Salvador e o meu Deus" (Salmo 42:11 NVI).

- pr. Paulo Cardoso

Este é o verso final de uma canção composta por um dos filhos de Coré, num momento de muita angústia e tristeza. Quem ainda não passou por um momento assim? Todos nós.

Só que neste simples verso, eu encontro uma pergunta que todos nós precisamos fazer a nós mesmos, toda vez e cada vez que percebermos a nossa alma abatida, confusa, deprimida, amedrontada, encolhida, triste, apagada e angustiada.

A pergunta é: Por que?

Perceba que este não é um "por que" que eu pergunto para Deus, para a vida, para as circunstâncias ou para as pessoas - mas, única e exclusivamente, para a mim mesmo. Você já perguntou à sua alma: Por que?

Por que você está tão triste? Por que está tão abatido? Por que está tão infeliz? Por que está com tanto medo? Por que está tão ansioso? Por que está tão inseguro? Por que está sentindo-se tão solitário?

No Salmo 4, o salmista diz que eu devo consultar o meu coração, no meu travesseiro, e sossegar. É quando eu aprendo a ouvir aquilo que a minha alma está tentando me dizer. Porque ela está falando, eu é que não a estou ouvindo.

Eu estou tão aprisionado pelos falsos conceitos, idéias, imagens, ideais, padrões e mentiras que eu aceitei como verdades na minha mente, que eu não ouço mais o que a minha alma quer me dizer. Eu só ouço aquela conversa que se passa na minha mente, dia e noite, noite e dia, muitas vezes, me jogando para baixo, me denegrindo e me desencorajando. Não é isto que está acontecendo com você?

Mas, eu não faço calar e sossegar a minha alma, como a mãe com a criança desmamada (Salmo 131). Eu não a tranquilizo e acalmo. Pelo contrário, eu deixo a minha alma chorando, com medo, com fome, com frio, abandonada e sem atenção.

Você pode ter sete anos ou oitenta anos: a sua alma é como uma criança que precisa ser ouvida e cuidada, ou ela vai adoecer. E, não é isso mesmo que está acontecendo com você? E não é isso que você vê, o tempo todo, acontecendo, ao seu redor, inclusive no meio daquelas pessoas que confessam crer em Deus e na Sua Palavra?

Que tal começar a se perguntar: - Por que?

Por que você mergulhou neste marasmo interior? Por que você está tão inseguro com tudo? Por que você está com tanta raiva? O que foi que você começou a dizer para si mesmo e acreditar como verdade final, absoluta e imutável em sua vida, que jogou você neste fosso de depressão e tristeza? O que foi que você aceitou como sendo a sua sentença na vida e que levou você a todo este desespero?

Não só isto: por que todo este desespero? Por que toda esta aflição? Por que toda esta ansiedade com esta área da sua vida? Por que você está dizendo para si mesmo que isto é a pior coisa que poderia acontecer a você? Por que você está dizendo para si mesmo que isso seria insuportável? Por que você está dizendo que a sua vida está acabada? Por que você está dizendo que nunca vai ser feliz a menos que isto ou aquilo aconteça em sua vida? Por que você sempre precisa que alguém afirme você?

E por que você tem que provar isto para si mesmo? Por que você tem que mostrar isto para os outros? Será que é porque você não se valoriza como pessoa? Será que é porque você ainda não aprendeu a se amar, aceitar, gostar de si mesmo e festejar sua própria existência?

Pare e pense, por favor. Faça como o salmista, no Salmo 42: pergunte a si mesmo por que? Ouça o que a sua alma tem a dizer. Dê atenção a ela. Não a maltrate. Não a pressione desta forma. Faça bem a ela.

E, então, tente encorajar-se a si mesmo, como o salmista fez. Ele disse: Ponha a sua esperança em Deus, Ele é o meu Salvador e o meu Deus.

Posso dizer algo? Deus ainda existe. Ele ainda reina. Ele ainda está no controle de todas as coisas. Ele nos ama e cuida de nós. E nossa vida tem valor em si mesma. E Ele quer que nós nos amemos e cuidemos de nós mesmos. E Ele quer que nós façamos bem a nós mesmos e tranquilizemos a nossa própria alma, colocando nEle a nossa esperança e confiança.

Então, diga para si mesmo: - Ponha a sua esperança em Deus! Ele é o meu Salvador e o meu Deus!

Pode estar escuro, as coisas podem não estar do jeito que eu gostaria, eu posso estar limitado, eu posso não ter tudo que eu queria, o mundo pode estar confuso, os problemas podem estar por todo lado; mas Deus é o meu Salvador. Ele nunca vai me deixar e jamais vai me desamparar. É uma questão de aliança.

Deus se comprometeu com todo aquele que colocar a sua confiança em Jesus Cristo e no que Ele consumou na cruz em seu lugar. Ele fez uma aliança com todo aquele que põe a sua fé em Jesus. Nada pode separar você do Seu imenso amor.

Que estas palavras façam muito bem à sua alma.

Fonte: http://www.encontrocomavida.com.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=4&sg=0&form_search=&pg=1&id=422
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June 18, 2026

Por que eu não consigo?

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- pr. Paulo Cardoso

Muitas vezes, tentamos eliminar as consequências das nossas vidas e não tratamos as causas que nos levam a elas. É aí que perguntar "por que?" para a sua alma tem tanta importância. Porque há algo que ela está tentando nos dizer a respeito daquilo que estamos sentindo e como estamos nos comportando.

Algumas coisas que fazemos são apenas a consequência de nossas ansiedades, carências e desconfortos interiores. Daí que se estas causas não forem tratadas, muitos de nós teremos dificuldade de livrar-nos daquilo que elas geram no nosso comportamento do dia a dia.

William Backus, autor do livro "Fale a verdade consigo mesmo" alerta que aquilo que dizemos para nós mesmos, acaba se transformando em emoções e comportamentos que passamos a ter.

É aí que temos que aprender a questionar esta fala interior, quando percebemos que ela está gerando algo adoecido em nossa vida. Foi o que Davi fez, quando perguntou para si mesmo: "Por que você está assim tão triste, minha alma?".

Por exemplo, quando dizemos que não conseguimos fazer ou deixar de fazer alguma coisa, temos de parar e refletir sobre isto. Por que será que nós, realmente, não podemos parar, ou será que isto é o que sempre repetimos para nós mesmos e assumimos como uma verdade absoluta que está aprisionando o nosso modo de pensar e sentir?

A pergunta é: Por que nós não podemos parar? Por que é impossível? Por que nós dependemos disto para viver? Por que isto é o único prazer que resolvemos ter na vida? Não existe nada além disto? Por que é preciso fugir para isto? E por que sempre nestes momentos?

Pare e pense sobre o que você está, continuamente, dizendo para si mesmo a respeito disto. O que se tornou uma verdade para você e que, na verdade, não passa de um falso conceito, de algo que parece ser verdade, mas não é?

O fato é que se você só tiver um prazer em sua vida, é provável que em sua fala interior, você esteja, sempre, dizendo para si mesmo: "Eu tenho o direito de me dar este prazer, afinal, minha vida é tão sofrida...". Ou, então, "eu preciso disto para aliviar a minha tensão", ou "eu não posso viver sem isto, é a única coisa que me faz relaxar e me dá algum sabor na vida". Será que não é isto que você está dizendo no seu monólogo interior (naquilo que você conversa consigo mesmo o tempo todo)? Mas, será que isto é verdade? E será que isto não está envolvido pela culpa e por cobranças que você mesmo se faz?

Uma outra verdade, é que quanto mais tornamos o libertar-nos de uma coisa uma questão de vida ou morte e de uma repressão moral, mais ela se torna numa prisão em nossas mente e emoções. E, ao contrário, quanto mais nos amamos a nós mesmos, nos aceitamos em Deus e sabemos que Ele nos ama incondicionalmente, mais somos livres para poder fazer nossas escolhas como resultado da nossa consciência e liberdade interior e sairmos daquilo que nos faz mal.

Repressão vira pulsão que vira vulcão que acaba entrando em erupção. É simples assim. Por isso é que ninguém é liberto de nada que faça mal para si mesmo através do moralismo, mas de uma fé que age através do amor, de uma escolha que é resultado de uma consciência boa e clara diante de Deus, de si mesmo e da vida. Jesus disse que conhecer a verdade é que nos liberta.

Pense, num exemplo bem simples: há pessoas que sentem-se em profunda agonia emocional, porque estão há anos e anos seguindo a Jesus, mas nunca conseguiram se livrar do cigarro. Elas transformaram o livrar-se do cigarro numa questão de entrar ou não no céu, estar ou não entre os salvos, poder ou não ter acesso a Deus.

Só que elas estão abordando o problema de uma forma completamente errada. Porque o problema delas não é Deus. Deus as ama. Deus sabe o que as leva àquela atitude. Jesus já rasgou o escrito de dívida que era contrário a elas e que constava de ordenanças, e o encravou na cruz. Deus estava em Cristo reconciliando consigo os homens (o que inclui a elas), não atribuindo a eles os seus pecados (o que inclui a elas) e nos confiou o ministério da reconciliação. O problema não está em Deus. Jesus já gritou do alto da cruz: Está feito! Está pago! Está consumado!

O problema é que o cigarro tem cerca de 4.000 substâncias venenosas e diversas outras substâncias tóxicas, provoca câncer e muitas outras doenças. Não é uma questão moral, é uma questão de saúde e um problema social. É um problema para elas, porque está fazendo mal à saúde delas e das pessoas que com elas convivem, porque o cigarro prejudica, muito, os não fumantes que estão ao redor dos fumantes. Este é o problema. É assim que a questão tem que ser encarada: como uma questão de saúde e não como uma questão moral; como algo que está fazendo mal à pessoa e aos seus e não como uma questão religiosa.

O fato é que ninguém, absolutamente, ninguém se liberta de uma dependência emocional, física e mental se culpando e condenando moralmente. Isto é fato. Primeiro é preciso reconhecer que se tem um problema e questionar aquilo que nos acostumamos a acreditar como verdade a respeito daquilo, com tranquilidade e bom senso.

Quando podemos ver a coisa de uma forma mais sadia, já começamos a caminhar na direção da cura. Por que, de repente, descobrimos que outros, também, já passaram por isto, outros passam por isto e conseguiram sair disto. É uma questão humana. É coisa de gente. Cada um tem uma questão com alguma coisa. Alguns nunca colocaram um cigarro na boca, mas tem uma dificuldade enorme de controlar a ira. Outros, a crítica. Outros, o medo.

Por exemplo, nós dizemos que não temos autocontrole. Mas, será mesmo? Se disso depender a nossa vida, literalmente, será que não vamos ter autocontrole? Se for algo que está ali, bem diante dos nossos olhos, será que não vamos nos controlar? Se disto depender o nosso emprego, o nosso sustento, o pão dos nossos filhos, a vida de quem amamos, de uma forma dramática e visível, será que não vamos ser as pessoas mais controladas do mundo? Então, já não podemos mais afirmar que é impossível nos controlar, porque isto não é verdade. Parece verdade, nós sentimos como se fosse verdade - mas, é uma mentira.

Também se nós vivemos dizendo que nós somos assim e agimos desta ou daquela maneira, porque nossos pais são assim, nossos avós eram assim, e que todos em nosso meio são assim, estamos escolhendo falar uma mentira para nós mesmos. Nós vamos acreditar nela e até viver segundo ela, mas é uma mentira. Porque a Bíblia diz que nós podemos ser transformados pela graça de Jesus.

É claro que há a genética. Há exemplos. Há influências. Há a educação. Há circunstâncias. Há facilidades e dificuldades. E é claro que há situações e situações na história da nossa vida. Mas, ainda assim, nós podemos escolher pensar e ver as coisas de modo diferente.

A história está cheia de exemplos assim. Jacó teve muitos filhos e a maioria criou muitos problemas, mas José escolheu ser uma pessoa diferente. E, pela graça de Deus, ele foi. Jefté nasceu do relacionamento de seu pai com uma "mulher de programa", mas se tornou em um libertador e líder de seu povo, num momento de extrema crise. Nós podemos escolher agir diferente, se começarmos a pensar diferente e a crer diferente. É um processo, mas tem um início.

Agora, nós só podemos mudar algo em nós, quando podemos olhar aquele algo com um olhar diferente do que estávamos olhando anteriormente. Não com o olhar da culpa e da condenação, mas da consciência e da vida.

Se você pensar como sempre pensou, vai sentir como sempre sentiu e se comportar como sempre se comportou. Não é uma questão de convencer a si mesmo. Não é lavagem cerebral. Não é auto-indução. Não é o poder da mente. É sermos transformados por Deus através da renovação do nosso entendimento (Romanos 12:2). É muito diferente. É o poder de Deus se aperfeiçoando em nossa fraqueza. Só que sem culpas e neuroses, mas sabendo que Deus se importa conosco.

Deus sempre pode nos ajudar, não importa a situação. Mas, a primeira coisa é vê-lo conosco. É saber que o Seu amor é o que vai nos ajudar a vencer. Não o medo, não o ódio de si mesmo, não a autopunição, não a agressão a si mesma, não a repressão doentia - mas o amor de Deus e o passar a ver as coisas com consciência e sensatez.

Espero que estas palavras ajudem alguém que escolheu acreditar que não consegue. Oro para que estas simples palavras a ajudem a ver que o principal é tratar o que nos leva a agir como agimos e que podemos mudar quando entendemos que é o melhor para nós.

A graça de Deus é suficiente para nos socorrer. Deus não está contra nós, Ele está conosco querendo nos ajudar a vencer aquilo que está nos fazendo mal.

Nunca esqueça que não é um moralismo frio, é vida. E é isto porque Jesus nunca pregou moralismo - os fariseus já faziam isto - Ele pregou o amor de um Deus que é capaz de nos alcançar onde nós estivermos e nos levar onde planejou que nós estejamos. Um Deus que desce do Seu trono de glória e poder, se faz homem, em Jesus, e se entrega, por amor a nós, ensanguentado, no alto de uma cruz. É muito diferente!

Não se agrida, não se ofenda, não se bata, não se torture - fale consigo mesmo. Pergunte-se: Por que? E trate sua alma como uma criança que precisa ser curada e restaurada, não espancada e machucada. Jesus pagou um alto preço por você.

Talvez os fiscais da religião não concordem com o que escrevi, mas não escrevi para eles. Eles coam um mosquito, enquanto engolem um camelo.

Escrevi para gente sincera que ama a Deus e quer aprender um caminho mais sincero, verdadeiro e sadio para viver. Estamos todos aprendendo com Ele.

Pense nisto!

Fonte: http://www.encontrocomavida.com.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=4&sg=0&form_search=&pg=1&id=425
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June 15, 2026

O importante é ser feliz?

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https://www.tiktok.com/@mcwjota/video/7654702055151455509

June 04, 2026

Nascidos de Pentecostes

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- Christian Gillis

O Espírito Santo está triste. Sim, o Espírito Santo pode ser entristecido. Há determinadas condutas e posturas dos seguidores de Jesus que entristecem o Espírito de Deus.

Escrevendo a cristãos da região de Éfeso, o apóstolo Paulo adverte: “Não entristeçam o Espírito Santo de Deus, com o qual fostes selados para o dia da redenção1.

O que poderia entristecer o Espírito de Deus? 

De acordo com o contexto da declaração, é o conteúdo e o modo como alguns cristãos falavam entre si, isto é, o que expressavam e a forma como se comunicavam eram contrários à lógica do evangelho e à graça de Deus revelada em Jesus.Transpirava da comunicação daquelas comunidades discriminação decorrente de preconceitos raciais, de gênero e de classe, expressos em linguagem agressiva, violenta e contenciosa.

Entristecer, afligir, irritar, ofender, angustiar ou fazer o Espírito de Deus sofrer é resultado de proferir palavras torpes2. Palavras torpes são palavras que fazem apodrecer, torpedeiam o coração de outra pessoa, assim como um torpedo destroça e faz afundar uma embarcação atingida.

Também entristecem o Espírito Santo, conforme a sequência da linha de raciocínio, todo discurso e conduta caracterizados por amargura, indignação, ira, gritaria, calúnia e maldade3. Quando a fala e a comunicação de uma pessoa (ou grupo) que se identifica como seguidora de Jesus é caracterizada ou tipificada por “amargura, indignação, ira, gritaria, calúnia e maldade”, o Espírito de Deus é entristecido.

Por qual motivo o Espírito se entristece com as contendas e desavenças verbais entre os irmãos na fé?

Porque Deus, movido apenas por graça, escolheu, segundo Seu projeto eterno, constituir um povo que vivesse diante dele de modo santo e irrepreensível4. Deus decidiu, antes de criar todas as coisas, que, estruturalmente, Seu povo teria vínculos familiares consigo e entre si, e, por isso, adotou filhos e filhas, integrando-os em sua família, por meio da obra de Jesus5.

É claro que essas pessoas não se tornariam membros da família de Deus, e gente santa e irrepreensível diante do Senhor por esforço próprio ou mérito. Jesus Cristo, graciosamente, redimiu (tirou do cativeiro, tornou santos para Deus) e remiu (quitou toda a dívida, tornou irrepreensíveis diante de Deus) por meio da Sua obra na cruz6 a todos que disseram sim ao evangelho.

Todos os redimidos e remidos por Jesus – mulheres e homens, gentios multiculturais e judeus, crianças e adultos e pessoas de classes sociais diferentes – agora compõem e integram o grande projeto divino de reconciliar em Cristo, na plenitude do tempo7, todas as coisas espatifadas pelo pecado, pela ação maligna e pela mentalidade mundana8.

A graça tem o poder de reconciliar já no presente Deus e a humanidade, o Criador e as criaturas, integrar povos e culturas diferentes numa nova sociedade, restaurar a justiça no relacionamento entre gêneros, conciliar classes sociais diferentes, enfim, ajuntar e agregar, com base na obra de Jesus, tudo o que está rompido.

É o Espírito Santo que opera e aplica na atualidade a agenda divina de reconciliação. 
O Espírito é o sinal que identifica os que aderiram ao grande projeto redentor de Deus por meio de Jesus9, gente que se entregou ao pertencimento a Deus, à cooperação no seu projeto e à existência para o louvor da sua glória.

Por isso, toda forma de relacionamento e de comunicação importam e precisam ser avaliados à luz do propósito eterno de Deus10, visto que o Senhor pretende expor, por meio da unidade em amor da igreja, toda a sua sabedoria prática para juntar numa plataforma justa culturas, gêneros e classes diversas11.

Para realizar historicamente o plano divino, o Espírito integra, numa mesma realidade espiritual, num mesmo “edifício” santo, dedicado para ser morada do Senhor12, tanto gentios de diversas etnias como judeus, mulheres e homens, crianças e adultos, trabalhadores e patrões. 

E o mesmo Espírito conduz todos na oração diante daquele que é chamado de Pai por todos13.

O sentido do movimento do Espírito é sempre na direção de gerar unidade espiritual14, sendo a única resposta esperada dos que ouviram o chamado divino por meio do evangelho15 o empenho total no esforço da manutenção da unidade que o Deus Trino está estabelecendo no mundo16.

Enquanto forças adversas se opõem ao projeto divino17, procurando destruir os vínculos humanos e fraternos, e se manifestam inflamando a língua com discursos de ódio, agressões digitais, fake news, lacração e cultura de cancelamento, o povo chamado a cooperar na constituição de uma nova humanidade integrada em amor precisa se conectar à fonte de poder espiritual18. Precisa ligar-se à usina de energia que fortalece o discípulo no seu íntimo, no ser interior19, para que do coração renovado pelo Espírito brote uma nova linguagem de adoração, louvor e gratidão20, junto com a capacidade de se sujeitar aos demais irmãos e irmãs em Cristo21 e refletir a beleza e a sabedoria de Deus pela unidade em Cristo.

É o Espírito que ilumina a mente para que seja possível conhecer a Deus, o seu plano, as bênçãos que graciosamente comunica em Cristo, o seu poder22 e o seu amor23. É o Espírito que instrui a manejar bem a Palavra de Deus24 e que ensina a orar em todas as ocasiões e circunstâncias, todo tipo ou forma de oração, de modo perseverante e intenso25, a fim de colaborar com o bom desígnio de Deus.

O mesmo paradigma fundacional acerca da ação e agenda do Espírito Santo está exposto na narrativa do Pentecostes. O Pentecostes revela os arquétipos apresentados posteriormente em forma doutrinal: Espírito – nova linguagem – nova comunidade.

No Pentecostes, homens e mulheres reunidos em Jerusalém, a maioria deles originados da periférica Galileia, receberam juntos o cumprimento da promessa feita por Deus conforme anunciado intensamente pelos profetas. Como Jesus havia declarado, Deus concedeu o dom, a dádiva, do Espírito aos Seus seguidores. O Espírito foi derramado do céu e os discípulos de Jesus foram batizados, inseridos na realidade e na dinâmica do Espírito, de tal modo que ficaram cheios e transbordantes do Espírito de Deus.

Os que foram cheios do Espírito logo desenvolveram uma nova linguagem de adoração, repleta de declarações acerca das grandezas de Deus (At 2.11), junto com uma vigorosa proclamação do evangelho do Senhor Jesus (At 2.36). O resultado da presença e da ação do Espírito foram o acolhimento e a integração de pessoas de outras etnias, com diversas perspectivas culturais, constituindo uma comunidade plural de seguidores de Jesus, todos com o coração cheio de enlevo e alegria, cooperando uns com os outros (At 2.43-46), cultivando uma simpática linguagem de louvor e adoração (At 2.47).

Assim, ainda que as formas e os sinais da presença e da ação do Espírito não precisem se repetir hoje de modo idêntico ao da narrativa de Pentecostes, é imperativo e urgente que os efeitos da sua atuação, como a aceitação dos diferentes e a inclusão de pessoas de outras culturas e perspectivas, juntamente com o desenvolvimento de uma linguagem santificada, tenham lugar entre aqueles que se dizem portadores do Espírito.

Fonte: https://www.ultimato.com.br/revista/artigos/388/nascidos-do-pentecostes

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May 31, 2026

Deus vê o coração < 3

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¹ O Senhor disse a Samuel: "Até quando você irá se entristecer por causa de Saul? Eu o rejeitei como rei de Israel. Encha um chifre com óleo e vá a Belém; eu o enviarei a Jessé. Escolhi um de seus filhos para ser rei".
² Samuel, porém, disse: "Como poderei ir? Saul saberá disto e me matará". O Senhor disse: "Leve um novilho com você e diga que foi sacrificar ao Senhor.
³ Convide Jessé para o sacrifício, e eu lhe mostrarei o que fazer. Você irá ungir para mim aquele que eu indicar".
⁴ Samuel fez o que o Senhor disse. Quando chegou a Belém, as autoridades da cidade foram encontrar-se com ele tremendo e perguntaram: "Você vem em paz? "
⁵ Respondeu Samuel: "Sim, venho em paz; vim sacrificar ao Senhor. Consagrem-se e venham ao sacrifício comigo". Então ele consagrou Jessé e os filhos dele e os convidou para o sacrifício.
⁶ Quando chegaram, Samuel viu Eliabe e pensou: "Com certeza este aqui é o que o Senhor quer ungir".
⁷ O Senhor, contudo, disse a Samuel: "Não considere a sua aparência nem sua altura, pois eu o rejeitei. O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração".
⁸ Então Jessé chamou Abinadabe e o levou a Samuel. Ele, porém, disse: "O Senhor também não escolheu a este".
⁹ Então Jessé levou Samá a Samuel, mas este disse: "Também não foi este que o Senhor escolheu".
¹⁰ Jessé levou a Samuel sete de seus filhos, mas Samuel lhe disse: "O Senhor não escolheu nenhum destes".
¹¹ Então perguntou a Jessé: "Estes são todos os filhos que você tem? " Jessé respondeu: "Ainda tenho o caçula, mas ele está cuidando das ovelhas". Samuel disse: "Traga-o aqui; não nos sentaremos para comer até que ele chegue".
¹² Então Jessé mandou chamá-lo e ele veio. Ele era ruivo, de belos olhos e boa aparência. Então o Senhor disse a Samuel: "É este! Levante-se e unja-o".
¹³ Samuel então apanhou o chifre cheio de óleo e o ungiu na presença de seus irmãos, e a partir daquele dia o Espírito do Senhor apoderou-se de Davi. E Samuel voltou para Ramá.

1 Sm 16:1-13

Deus sabe quem tem o coração segundo o coração dEle: https://www.youtube.com/watch?v=OumzcFxfIfw

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May 29, 2026

A fé no mercado da fé

Os perigos que os evangélicos enfrentam ao serem apenas mais um componente do mercado
- Marcos Simas

Nos últimos anos, muita coisa mudou para nós evangélicos. Algumas para bem e outras, nem tanto. Mas a grande e inegável verdade é que éramos invisíveis para o “mercado”, para a cultura e mesmo para as chamadas mídias “seculares”. E mais recentemente nos tornamos até visíveis demais. Para refrescar nossa memória, relato cronologicamente a seguir alguns episódios que mostram, de alguma forma, o reconhecimento da importância do segmento evangélico no cenário cultural e econômico nacional.

Em 23 de janeiro de 2017, a edição 931 do prestigiado Observatório da Imprensa publicava o texto O viés anti-evangélico de ‘O Globo’, escrito por Gilberto Garcia, que expunha o que, segundo ele, “poderia ser uma ótica distorcida, a perspectiva discriminatória no viés religioso, visando depreciar a ligação do candidato evangélico Marcelo Crivella com a Igreja Universal do Reino de Deus, no afã de influenciar concretamente o posicionamento do eleitor carioca [...] envolvendo a fé evangélica do candidato [...]”. Independente dos fatos relativos à política e à denominação mencionada no artigo, o autor identificava um certo viés discriminatório e antievangélico de O Globo. Alguns anos se passaram e, em 2024, o Grupo Globo produziu e transmitiu a série “Evangélicos” pelo canal GNT, que contava histórias de cristãos com perfis diversos em diferentes regiões do Brasil. A seguir, em 11 de setembro de 2025, o Observatório da TV, outro veículo que cobre assuntos ligados às mídias em geral, publicava a matéria ‘Globo’ paparica evangélicos e faz série com cantores gospel no ‘Fantástico’. Mais recentemente, em 25 de fevereiro de 2026, a Globo anunciou, com alarde, que fará telefilmes de obras evangélicas, no caso, publicadas pela editora Mundo Cristão, sendo o primeiro deles o romance Círculos não São Infinitos, de Vitória Souza.

O Grupo Folha também tem se “curvado” a esse público que passou a ser proativo no espaço público e valioso no mercado de consumo. Uma das evidências é a criação de um blog chamado Evangélicos, que “traz informações e histórias sobre o universo evangélico” e é capitaneado por Melina Cardoso, que, em sua biografia, se identifica como intercessora, jornalista e bacharel em teologia, além de ser casada e mãe de três filhos. Os temas abordados no blog fazem parte da agenda cotidiana da cultura evangélica nacional, até então desconhecida pela “elite” nacional e suas variantes: “igrejas domésticas que fortalecem a fé dos cristãos no Irã”, “evangelização de prostitutas”, “criação de filhos à luz da Bíblia”, “igrejas servindo às famílias com espectro autista entre seus membros”, “a importância de os jovens evangélicos irem para a universidade”, e até o espinhoso tema “por que os pastores caem”. Lendo atenciosamente alguns desses artigos e matérias, tem-se a sensação de estar lendo uma revista evangélica conservadora que exalta o trabalho social e espiritual da igreja. Outras evidências são o fato de ter o colunista Juliano Spyer, antropólogo e autor do livro Povo de Deus, especializado nesse público, além de ter, periodicamente, em sua seção “Cotidiano”, colaboradores que são declaradamente pastores evangélicos: Valdinei Ferreira, Marcos Amado, Daniel Guanaes e William Douglas.

Reinando na música que historicamente era uma área do “inimigo”

Segundo levantamentos da Pró-Música Brasil/ABRAMUS (Associação Brasileira de Música e Artes), no ano de 20241 a música “gospel” já representava 20% de todo o mercado brasileiro. Somente nos últimos cinco anos, o consumo desse gênero em plataformas digitais cresceu 240%. Gigantes do streaming, como o Spotify, viram a audiência do gospel aumentar em cerca de 93% no breve espaço de tempo entre 2022 e 2023. Mesmo no Deezer Brasil, em junho de 2025, 18% das músicas mais tocadas eram cristãs. No YouTube, os clipes de artistas gospel estão entre os mais assistidos do país, sendo que, dos dez vídeos mais populares do Brasil, dois são de cantores do gênero.

Todos esses números são refletidos na presença crescente do gospel em megashows, como o Réveillon de Copacabana, um dos mais frequentados, badalados e famosos do mundo. Como resultado desse alcance, foi instituído o dia 9 de junho como o Dia Nacional da Música Gospel, em alusão à data de nascimento da missionária sueca Frida Maria Strandberg Vingren, assembleiana e compositora de mais de vinte hinos do hinário Harpa Cristã.

A economia da fé evangélica e seus números impressionantes

Em 26 de outubro de 2025, a revista Exame publicou matéria mostrando que, segundo o estudo Gospel Power, a “gospel economy”, que influencia hábitos de consumo do segmento evangélico, já movimenta cerca de 21,5 bilhões de reais por ano. Esse estudo, realizado pela Estúdio Eixo, consultoria de comportamento e cultura, em parceria com a Zygon, mostra que o ecossistema econômico e cultural evangélico possui cadeias próprias de produção, distribuição e influência, e que teria um público consumidor exigente, com 58% fazendo suas escolhas de consumo influenciados pela fé, e estando “dispostos a pagar mais por produtos e serviços alinhados à sua visão de mundo”. Além disso, impressionantes “52% não se sentem representados pela publicidade atual e 31% já boicotaram marcas que contrariaram seus princípios”. Ainda segundo o estudo, a moda, beleza e lifestyle evangélicos estão redefinindo o mercado, ao incorporar referências globais ao vestuário de inspiração religiosa, com o fortalecimento da chamada “moda modesta”, e ao segmento classificado pelo estudo como “Gospel Premium”, que combina propósito, estética e pertencimento. Já no turismo religioso, a pesquisa mostra o aumento da demanda por experiências voltadas ao sistema religioso, incluindo retiros, festivais e viagens temáticas. E, ainda, os segmentosde educação e tecnologia registram a ampliação de ofertas de ensino bíblico, cursos de teologia e formações voltadas à liderança cristã nas plataformas digitais, com atenção especial ao público jovem e feminino.

Não é sem motivo que a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), referência nacional em marketing e comunicação, oferece o curso “Marketing Religioso – Conceitos de marketing aplicado a causas, bens e serviços espirituais”,2 “voltado para lideranças religiosas e empreendedores de bens e serviços relacionados a espiritualidade”.

O consumo da fé no mercado da fé

Enfim, durante esse curto tempo de menos de dez anos, muita coisa mudou. E, nos próximos anos, muita coisa provavelmente ainda mudará. Por isso, penso que cabem aqui algumas perguntas para refletirmos diante dos dados expostos anteriormente: Agora que somos visíveis, será que vamos conseguir cumprir nossa missão de denunciar os “poderes desse mundo”, ou seremos apenas mais um desses poderes, sem autoridade para apresentar alternativamente seus questionamentos a uma sociedade injusta, corrupta e secularizada? Será que, na ânsia de sermos relevantes e de dialogar com a cultura brasileira, nos deixamos sucumbir a padrões que, ao longo da história da igreja, fizeram tão mal ao reino de Deus? Por fim, será que influenciamos ou somos influenciados e deixamos a nossa fé fazer parte do mercado, sendo, portanto, apenas mais um bem de consumo? Tenhamos em mente que o mercado tem fé no mercado da fé.

Notas
1. https://pro-musicabr.org.br/wp-content/uploads/2025/03/PM-RELATORIO-24-V11.pdf. Acesso em: 8 abr. 2026.
2. https://www.espm.br/cursos/dynamic/atualizacao/trends/marketing-religioso-conceitos-de-marketing-aplicado-a-causas-bens-e-servicos-espirituais. Acesso em: 8 abr. 2026.

Fonte: https://www.ultimato.com.br/revista/artigos/419/a-fe-no-mercado-da-fe
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May 23, 2026

Radiografia do coração

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A pessoa boa tira coisas boas do tesouro de um coração bom, e
a pessoa má tira coisas más do tesouro de um coração mau.
Pois a boca fala do que o coração está cheio.
,Lc 6: 45
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PS- Oração do dia (9'35"): 'Que as palavras da minha boca e o meditar do meu coração sejam sempre agradáveis a Ti, Senhor, minha Rocha e meu Redentor!' (Sl 19: 14)
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May 22, 2026

Vida centrada em Cristo

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- Ricardo Barbosa

A carta que Paulo escreve aos discípulos de Jesus na cidade de Filipos é, na minha opinião, a carta mais pessoal de Paulo. Se queremos conhecer a mente, o coração desse grande apóstolo, precisamos ler essa carta várias vezes, pausadamente, saboreando cada palavra e meditando em cada sentença. 

Nela encontramos as frases mais impressionantes de Paulo, como: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (1.6); “Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (1.21); “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (2.5); “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos” (4.4); “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” (4.6); “Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação” (4.11); “Tudo posso naquele que me fortalece” (4.13); “Recebi tudo e tenho em abundância” (4.18). 

Quando lemos essas afirmações levando em conta que Paulo as escreveu de uma prisão, elas ganham outro peso. O que levou Paulo a dizer, por exemplo: “Tenho tudo e tenho em abundância”? 

Sabemos que ele nada tinha, estava preso, dependia dos amigos que providenciavam agasalhos e outras coisas de que ele necessitava. Podemos encontrar a resposta a essa pergunta na carta.

A vida de Paulo era centrada em Cristo. Ele se considerava um prisioneiro de Cristo, seu maior desejo era que Cristo fosse pregado e glorificado; que, por meio de sua vida e morte, Cristo fosse engrandecido. 

A afirmação que me chama a atenção é quando ele diz: “Para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro”. Como o morrer pode ser um ganho, e não uma perda? 

Para nós, a morte é sempre uma perda, por isso é tão dolorosa. Perdemos pessoas que amamos, lugares que apreciamos. Ela representa uma ruptura. É assim que nos referimos às pessoas que partiram: “Foi uma grande perda”. De fato, foi. 

Mas o que Paulo quis dizer com “lucro”, ganho? Se, para ele, o viver era Cristo, sua identidade, seu valor, motivação, destino, tudo estava centrado na pessoa de Jesus, o que ele mais desejava era ser conformado a Ele

Se morrer é estar plenamente em Cristo, faz todo sentido afirmar que, para ele, o morrer era lucro. O que ele ganharia com a morte? Mais, muito mais, daquilo que ele já tinha: Cristo. Se, para ele, o viver era Cristo, e o morrer era ter muito mais daquilo que ele já tinha, é claro que a morte não significava perda ou ruptura, mas ganho.

Quando o centro de toda a nossa existência é Cristo, quando entendemos que vivemos nEle, por Ele e para Ele, que Ele é a razão de tudo o que somos e fazemos, que nossa alegria está nEle, que Ele é a nossa esperança, nossa paz, nossa segurança, que nosso destino é ser como Eletudo na vida encontra sentido nEle

É por isso que Paulo não se considerava um prisioneiro de César, mas de Cristo; essa era a razão para ele afirmar que tinha tudo e tinha em abundância ou declarar: “Tudo posso naquele que me fortalece”.

Porém, quando, para nós, o viver é minha família, meu trabalho, meu ministério ou qualquer outra coisa, facilmente perderemos a perspectiva, viveremos para proteger aquilo que nos oferece algum sentido para viver, mesmo sabendo que todas essas coisas, em algum momento, serão tiradas de nós.

Quando Cristo vem e ocupa o centro de todas as coisas, quando o Senhor, que venceu o pecado e a morte, torna-se o centro, nada nos será tirado e, assim, poderemos prosseguir para o alvo final: alcançar a maturidade em Cristo e ser conformados a ele.

Fonte: https://www.ultimato.com.br/revista/artigos/419/a-vida-centrada-em-cristo

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May 21, 2026

O que fazer quando você não é ouvido?

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O que você faz quando recebe um conselho que o confronta?

“Escrevi alguma coisa à igreja; mas Diótrefes, que gosta de exercer a primazia entre eles, não nos dá acolhida” (3 Jo 9)

- Ronaldo Lidório

O apóstolo João, já avançado em idade e rico em experiência pastoral, havia escrito à igreja com zelo, amor e autoridade espiritual. Contudo, suas palavras foram rejeitadas. Diótrefes, um líder que buscava preeminência, opôs-se à instrução apostólica e, com isso, não apenas silenciou a carta, mas desprezou a verdade. O que foi escrito com a intenção de edificar, exortar e guiar, foi simplesmente ignorado.

Essa realidade, infelizmente, persiste. A Palavra de Deus continua sendo proclamada com fidelidade, mas muitos ouvidos permanecem fechados. Famílias escutam conselhos sábios e bíblicos, mas os descartam. Membros de igrejas escutam sermões que confrontam seus pecados, mas resistem, racionalizam e ignoram. Assim, a exortação que deveria produzir arrependimento encontra barreiras construídas pelo orgulho.

Rejeitar a verdade é fechar os ouvidos ao Espírito. É preferir a própria voz, ao invés da voz de Deus. E, como ensina a Escritura, “o homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz será quebrantado de repente, sem que haja cura” (Pv 29.1). A verdade rejeitada não é inofensiva. Ela se torna juízo.

Há duas perspectivas importantes neste texto. A primeira é quando falamos a verdade, com amor e fidelidade à Escritura, mas não somos ouvidos. A segunda, quando a verdade nos é falada, mas fechamos os ouvidos e corações para não lidarmos com ela.

O que fazer quando não somos ouvidos? A resposta envolve três atitudes essenciais: oração, amor e perseverança. Como o apóstolo João, devemos orar por aqueles com quem nos preocupamos. Mesmo que nossas palavras sejam rejeitadas, não devemos deixar de amá-los sinceramente. E, quando Deus abrir novas oportunidades, devemos insistir em alertá-los com humildade e esperança.

E quanto a nós, o que fazer quando recebemos um conselho que nos confronta?

Precisamos cultivar um coração humilde, que não rejeita a verdade só porque ela nos incomoda. Devemos ouvir com atenção, orar pedindo discernimento e refletir com sinceridade. Talvez Deus esteja nos chamando ao arrependimento, à mudança ou ao recomeço.

Peça ao Senhor um coração ensinável. Diga como Samuel: “Fala, Senhor, o teu servo ouve” (1Sm 3.10). Leia as Escrituras com sede, valorize a pregação fiel, esteja disposto a mudar

Um coração que ouve é um coração que cresce

Que a Palavra de Deus não encontre resistência em nós, mas terreno fértil para transformaçãoAfinal, ouvir e obedecer à voz do Senhor é o caminho para uma vida cheia da verdade, graça e paz.

Fonte: https://www.ultimato.com.br/conteudo/o-que-fazer-quando-voce-nao-e-ouvido
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May 18, 2026

Você confia em Cristo?

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Era um dia ruim, mas Jesus andou sobre as águas
Era um dia ruim, mas caiu pão dos céus
Era um dia ruim, mas as muralhas foram derrubadas
Era um dia ruim, mas o mar se abriu
Era um dia ruim, mas o filho pródigo retornou
Era um dia ruim, mas as redes se encheram
A espera nunca é em vão
Deus sempre honra suas promessas
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May 16, 2026

Legado

A fé que aprendi com minha mãe
Ela me ensinou a amar a Cristo vivendo uma vida que só fazia sentido porque Cristo estava no centro dela

- Medson Barreto

Era madrugada. Todos da casa dormiam. A menina de dez anos levantou-se, caminhou pelos cômodos na ponta dos pés e abriu a porta da frente. Atravessou a rua, entrou pela porta dos fundos de uma igreja vazia e escolheu um canto discreto. Se ajoelhou. Por duas horas, contou a Deus todos os seus problemas: os acessos do pai, ora carinhoso, ora violento com ela e os irmãos; a saúde frágil da mãe; a pobreza da família. Acreditava que Deus podia atendê-la. Tinha fé. E fazia aquilo todos os dias.

Essa menina é minha mãe.

Maria Barros cresceu entre o interior do Paraná e Minas Gerais, sobreviveu a uma infância e adolescência difícil, casou-se, teve dois filhos e ficou viúva aos 37 anos, quando eu tinha apenas um ano e onze meses. Ela nos criou sozinha, sustentando nossa família com uma barraca de camelô no centro de Belo Horizonte. Ao longo dos anos, enfrentou endometriose com hemorragias que duraram quase uma década, depressão, e um problema na vesícula que evoluiu para cirrose, pancreatite e sepse. E, nesse meio tempo, fez algo que só décadas depois aprendi a chamar pelo nome: me discipulou.

Em Deuteronômio 6, Moisés instrui os pais a ensinarem a fé aos filhos “quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar.” A fé é transmitida no ritmo da vida, no ordinário de cada dia. Minha mãe entendia isso de modo instintivo. Depois do café da manhã, promovíamos o culto doméstico: canções, leitura da Bíblia, oração. Mesmo quando vinha de uma noite mal dormida, com o corpo ainda carregando o cansaço do dia anterior, fazia mesmo assim. Aquele era o modo como ela ordenava o mundo ao redor, nos mostrando, todos os dias, que havia um Deus real, próximo, digno de toda confiança.

Em muitas madrugadas, eu acordava e a encontrava passando mal, enfrentando uma crise de hemorragia, o corpo exausto. Mas o que eu ouvia, invariavelmente, era uma oração. Ela orava pelos filhos. Sem saber que eu estava acordado.

Aos treze anos, eu enfrentava bullying pesado na escola: agressões físicas, humilhações constantes. Vivia crises de identidade e uma depressão que eu ainda não sabia nomear. Precisava de um culpado para tudo. E escolhi minha mãe, como se ela fosse a responsável por cada dor que eu carregava. Cheguei em casa certa tarde e gritei: “Eu te odeio com toda a força do meu coração!”

Pensei que fosse me castigar. Mas ela se aproximou, segurou meu braço com carinho e disse: “Venha cá, meu filho. Fale por que me odeia e eu vou dizer por que te amo”. Desabei a chorar. Ela me ouviu, pediu perdão pelos erros que talvez tivesse cometido e me abraçou. Minha mãe se tornou, naquele momento, uma parábola viva do amor de Deus. Mais do que uma pregação ou um estudo bíblico, aprendi o que significa ser cristão, ao olhar para a vida daquela mulher.

Algum tempo depois, numa noite em que estava sozinho, orei: “Senhor, não consigo ter fé como a minha mãe tem. Me ajude a crer”. Não pedi a fé de Abraão. Pedi a fé daquela crente que eu via de perto, que sangrou e orou, e que me amou quando era odiada. O discipulado encarnado cria em você um desejo concreto: você não quer “ter fé” como algo abstrato; você quer a fé que aprendeu com alguém.

Há algo que minha mãe me ensinou e que demorei anos para articular com palavras: a fé cristã, no fundo, é amar a uma pessoa: Cristo. Os cultos da manhã, as orações que eu ouvia de madrugada, o abraço naquela tarde, a perseverança mesmo enfrentando tantas enfermidades, tudo era expressão desse amor. Fui sendo formado por ele antes de entender o que estava recebendo. 

Ela nunca me transmitiu grandes conceitos teológicos. Me ensinou a amar a Cristo vivendo diante de mim uma vida que só fazia sentido porque Cristo estava no centro dela.

Fonte: https://www.ultimato.com.br/conteudo/a-fe-que-aprendi-com-minha-mae
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May 08, 2026

Onde há o Espírito do Senhor, aí há liberdade

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Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.
E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.
.2 Co 3:17,18

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May 07, 2026

Convite à Liberdade

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¹ O Espírito do Senhor Soberano está sobre mim, pois o Senhor me ungiu para levar boas-novas aos pobres. Ele me enviou para consolar os de coração quebrantado e para proclamar que os cativos serão soltos e os prisioneiros, libertos.
² Ele me enviou para dizer aos que choram que é chegado o tempo do favor do Senhor e o dia da ira de Deus contra seus inimigos.
³ A todos que choram em Sião ele dará uma bela coroa em vez de cinzas, uma alegre bênção em vez de lamento, louvores festivos em vez de desespero. Em sua justiça, serão como grandes carvalhos que o Senhor plantou para sua glória.
⁴ Reconstruirão as antigas ruínas, restaurarão os lugares desde muito destruídos e renovarão as cidades devastadas há gerações e gerações.

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May 06, 2026

A luz resplandece nas trevas

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May 05, 2026

Hobbysmo político

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Anos atrás, o cientista político Eitan Hersh popularizou o conceito de hobbysmo político. Para muitos, sobretudo entre a esquerda confortável, a política deixou de ser um instrumento de mudança ou de conquista de poder.

Virou um hobby: algo que se pratica no tempo livre, por prazer, sem obrigação e, sobretudo, sem sacrifício.

Neste universo, o gesto conta mais do que o resultado.

A gratificação pessoal pesa mais do que a mudança real.

É a política transformada em spa: a consciência sai limpa; a realidade continua suja.
João Pereira Coutinho

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/joaopereiracoutinho/2026/05/micropilhagem-e-o-novo-hobby-de-quem-luta-por-um-mundo-melhor.shtml
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