July 07, 2026

Amanheceu

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O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã
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July 06, 2026

Recuperando o sentido da vida

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1. Ora veio a palavra do Senhor a Jonas, filho de Amitai, dizendo:
2. Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim.
3. Jonas, porém, levantou-se para fugir da presença do Senhor para Társis. E, descendo a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem, e desceu para dentro dele, para ir com eles para Társis, da presença do Senhor.
4. Mas o Senhor lançou sobre o mar um grande vento, e fez-se no mar uma grande tempestade, de modo que o navio estava a ponto de se despedaçar.
5. Então os marinheiros tiveram medo, e clamavam cada um ao seu deus, e alijaram ao mar a carga que estava no navio, para o aliviarem; Jonas, porém, descera ao porão do navio; e, tendo-se deitado, dormia um profundo sono.
6. O mestre do navio, pois, chegou-se a ele, e disse-lhe: Que estás fazendo, ó tu que dormes? Levanta-te, clama ao teu deus; talvez assim ele se lembre de nós, para que não pereçamos.
7. E dizia cada um ao seu companheiro: Vinde, e lancemos sortes, para sabermos por causa de quem nos sobreveio este mal. E lançaram sortes, e a sorte caiu sobre Jonas.
8. Então lhe disseram: Declara-nos tu agora, por causa de quem nos sobreveio este mal. Que ocupação é a tua? Donde vens? Qual é a tua terra? E de que povo és tu?
9. Respondeu-lhes ele: Eu sou hebreu, e temo ao Senhor, o Deus do céu, que fez o mar e a terra seca.
10. Então estes homens se encheram de grande temor, e lhe disseram: Que é isso que fizeste? pois sabiam os homens que fugia da presença do Senhor, porque ele lho tinha declarado.
11. Ainda lhe perguntaram: Que te faremos nós, para que o mar se nos acalme? Pois o mar se ia tornando cada vez mais tempestuoso.
12. Respondeu-lhes ele: Levantai-me, e lançai-me ao mar, e o mar se vos aquietará; porque eu sei que por minha causa vos sobreveio esta grande tempestade.
13. Entretanto os homens se esforçavam com os remos para tornar a alcançar a terra; mas não podiam, porquanto o mar se ia embravecendo cada vez mais contra eles.
14. Por isso clamaram ao Senhor, e disseram: Nós te rogamos, ó Senhor, que não pereçamos por causa da vida deste homem, e que não ponhas sobre nós o sangue inocente; porque tu, Senhor, fizeste como te aprouve.
15. Então levantaram a Jonas, e o lançaram ao mar; e cessou o mar da sua fúria.
16. Temeram, pois, os homens ao Senhor com grande temor; e ofereceram sacrifícios ao Senhor, e fizeram votos.
17. Então o Senhor deparou um grande peixe, para que tragasse a Jonas; e esteve Jonas três dias e três noites nas entranhas do peixe.
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Uma das coisas mais fáceis de acontecer em nossa existência é perder o sentido da vida. Não raras vezes somos tomados por essa sensação de que o que estamos fazendo não nos preenche; temos a sensação de que a nossa vida está padecendo de um sangramento, de um vazamento incontido de sentido, de significado e razão suficientemente forte para viver. A maioria sente que está andando em círculos, numa espiral que vai sempre para baixo. Os relacionamentos não mudam, a vida não muda, nada dá certo, nada vai para frente - parece que estamos sempre no contra-fluxo da felicidade.

O texto acima referenciado nos fala de um homem que um dia se viu em tal situação. Seu nome é Jonas. A história de Jonas é a história de um homem que perdeu o sentido da vida. Um homem sem eixo, sem centro, sem perspectiva - literalmente jogado de um lado para o outro pelas ondas da vida. O perfil de Jonas é o de alguém que perdeu o sentido da vida, pois:
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a)   Jonas é um homem em queda livre. Os versos 3 e 5 nos mostram que Jonas só consegue descer na vida. Ele desce para Jope, desce para o fundo do navio, desce para as profundezas do mar. Ele está em queda livre, em decadência, ele está descendo, ele só consegue descer, sua trajetória é sempre para baixo;

b)   Jonas é um homem na contramão da história. Ele está na contramão de Deus; tomou o caminho errado, entra no contra-fluxo. Tudo sai errado, tudo parece estar contra ele, nada dá certo: o barco não anda, o vento é contrário, a sorte não está a seu favor. Jonas está navegando no contra-fluxo de Deus;

c)   Jonas é um homem em processo de autodestruição. O verso 12 diz que Jonas se voluntaria, se predispõe a morrer. Ele diz: "tomai-me e lançai-me ao mar..." - a morte é a sua primeira opção. Sem perspectiva, ele desiste de tentar, de lutar, de crer.

O que fazer quando tudo na vida perde o sentido e nós ficamos à deriva no mar de nossa própria desesperança?

A história de Jonas nos mostra algumas atitudes que o levaram a esta situação e nos ajudará a entender os processos que levam nossas vidas a tal:

1. Jonas perdeu o sentido da vida quando achou que a solução dos seus problemas vinha de fora e não de dentro de seu coração (v. 5). Ele acreditou que aliviando as cargas do navio resolveria o problema (tal era a confiança de Jonas que ele se deita e dorme). Mas não resolveu. Cada vez o mar se agitava ainda mais. Por que? Porque a solução para o problema de Jonas não estava em mudar as circunstâncias externas, mas em mudar o seu coração. O problema não era a tempestade, o excesso de peso do navio, a força dos ventos ou a voragem das ondas - o problema era o seu coração. Um coração rebelde, obstinado em fazer a sua própria vontade. As circunstâncias eram apenas um reflexo da atitude do seu coração em não obedecer à vontade de Deus. Era preciso mudar o seu coração.

2. Jonas perdeu o sentido da vida quando ele, sabendo da verdade, preferiu persistir no erro (v.12). Jonas preferiu morrer a mudar de atitude. Em outras palavras, ele estava dizendo: "podem me jogar na água, mas eu não mudo, não volto atrás". Persistiu no seu erro até as últimas conseqüências. Isto é trágico. Muitos perdem o sentido na vida em razão dessa atitude. Sabem da verdade, mas preferem, optam por caminhar no erro até darem (como Jonas) nas profundezas do abismo escuro de suas próprias decisões.

3. Jonas perdeu o sentido da vida porque foi incapaz de perceber que aquele contrafluxo da vida era o contra-fluxo de Deus. Jonas não percebeu que aquela ladeira existencial, aquele vento contrário - tudo dando errado - era Deus dizendo: "pare". "mude de direção". Mas o profeta fujão não atinou para essa verdade: que quando entramos no contrafluxo da vida e as coisas não estão indo a lugar nenhum talvez seja porque estamos na direção errada, estamos na contramão de Deus, damos (consciente ou inconscientemente) num caminho que será a nossa própria destruição e Deus está dizendo "pare", "volte". A vida só tem sentido quando somos habilidosos em compreender as "sinalizações" de Deus que servem para nos aperfeiçoar; caso contrário, a vida se torna um tremendo absurdo.

Quem sabe nós não estejamos como Jonas, sem eixo, fora do centro, sem perspectiva - sem sentido para a vida. Talvez seja hora de entendermos e deixarmos para trás os mesmos processos que acabaram por tornar a vida desse servo de Deus um desastre e o jogaram no abismo das profundezas do mar.

Rev. José Kleber Fernandes Calixto
IP de Coromandel, MG

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July 01, 2026

Nunca houve noite

que pudesse impedir o nascer do sol

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https://www.instagram.com/reel/DUf4G6cjYK2/
Nunca houve noite que pudesse impedir
o nascer do sol e a esperança
E não há problema que possa impedir
as mãos de Jesus pra me ajudar

Haverá um milagre dentro de mim
vem descendo um rio pra me dar a vida
Este rio que emana lá da cruz
ao lado de Jesus

Aquilo que parecia impossível
aquilo que parecia não ter saída
aquilo que parecia ser minha morte
Mas Jesus mudou minha sorte
sou um milagre e estou aqui.

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June 27, 2026

Rio de águas purificadoras

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https://www.youtube.com/watch?v=ziR49ui-G28
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¹ O homem me levou de volta até a entrada do Templo. Debaixo da entrada, saía água que corria na direção do leste, pois o Templo dava frente para esse lado. A água corria por baixo do lado sul do Templo, ao sul do altar.
² Então o homem me fez sair da área do Templo pelo portão norte e me levou pelo lado de fora até o portão que dá para o leste. Um riacho saía do lado sul do portão.
³ Com a sua vara de medir, o homem mediu quinhentos metros na direção da correnteza, para o leste. Ele me fez atravessar o riacho ali, e a água chegou aos meus tornozelos.
⁴ Em seguida, ele mediu mais quinhentos metros, e a água subiu até os meus joelhos. Mais quinhentos metros, e a água chegou até a minha cintura.
⁵ Finalmente, mediu mais quinhentos metros, e o rio era tão fundo, que eu não podia atravessar. Era fundo demais para ser atravessado, a não ser a nado.
⁶ Aí ele me disse: — Homem mortal, preste muita atenção em tudo isso! Então o homem me levou de novo para a margem.
⁷ Quando cheguei lá, vi que havia muitas árvores nos dois lados.
⁸ Então ele me disse: — Esta água corre para o leste e desce até o rio Jordão e até o mar Morto. Quando entra neste mar, ela faz com que a água salgada do mar vire água doce.
⁹ Em todo lugar por onde esse rio passar, haverá todo tipo de animais e de peixes. O rio fará com que as águas do mar Morto fiquem boas e ele trará vida por onde passar.
¹⁰ Desde a Fonte de Gedi até a de Eglaim haverá pescadores na praia do mar, e ali eles estenderão as suas redes para secarem. Haverá ali muito peixe e muitas espécies de peixes, como no mar Mediterrâneo.
¹¹ Mas nos brejos e nos charcos a água não ficará boa. Essa água servirá para a produção de sal.
¹² Nas duas margens do rio, crescerão árvores frutíferas de todo tipo. As suas folhas nunca murcharão, e as árvores nunca deixarão de dar frutas. Darão frutas novas todos os meses, pois são regadas pelo rio que vem do Templo. As frutas servirão de alimento, e as folhas, de remédio.

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June 26, 2026

Ao cheiro das águas

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https://www.youtube.com/watch?v=id1OCzqpst8
.⁷ Porque há esperança para a árvore que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos.
⁸ Se envelhecer na terra a sua raiz, e o seu tronco morrer no pó,
⁹ Ao cheiro das águas brotará, e dará ramos como uma planta..
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Jó 14:7-9

June 25, 2026

Onde eu quero estar

O melhor lugar do mundo
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Eu quero estar neste lugar
Onde o pecado é perdoado e as culpas são levadas
Eu quero estar neste lugar
Onde o amor não se esfrie e o fogo não se apague

Em Tua presença, Senhor Jesus

Santo Espírito, eu me rendo ao Teu agir
Meu anseio é permanecer em Teu amor

Em Tua presença, Senhor

Eu quero estar neste lugar
Onde o poder não me corrompa, riquezas não me ceguem
Eu quero estar neste lugar
Onde o mundo não me atraia, paixões não me seduzam

Em Tua presença, Senhor Jesus

Santo Espírito, eu me rendo ao Teu agir
Meu anseio é permanecer em Teu amor
https://www.youtube.com/watch?v=g144XwPrQZc

https://www.youtube.com/watch?v=zcWjnBQt3TI

June 24, 2026

A fé madura não nega as lágrimas

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O que fazer com a dor?

- Ronaldo Lidório

A dor pode gerar cansaço, desespero ou revolta. Quando não é tratada diante de Deus, ela se torna um terreno perigoso para a alma. Pode endurecer o coração, alimentar pensamentos distorcidos, enfraquecer a fé e nos levar a conclusões precipitadas sobre Deus, sobre nós mesmos e sobre a vida.

Por isso, precisamos aprender a lidar com a dor à luz da Palavra. E Ana nos ensina muito sobre isso. Ao compararmos 1 Samuel 1 com 1 Samuel 2, percebemos que ela não apenas sofreu, mas também soube o que fazer com o sofrimento.

Primeiramente, Ana não ignorou a sua dor. Ela não anestesiou a alma como se nada estivesse acontecendo. Nem tampouco escondeu a aflição atrás de uma aparência religiosa. A Escritura é clara ao dizer que ela estava “com amargura de alma” e que “orou ao Senhor, e chorou abundantemente” (1Sm 1.10). Mais adiante, ela mesma declara: “sou mulher atribulada de espírito” (1Sm 1.15). Ana reconheceu sua dor diante de Deus. Há uma fé madura que não nega as lágrimas, mas as entrega ao Senhor.

Em segundo lugar, Ana levou sua dor ao Senhor. Ela não a deixou presa na garganta, não a jogou sobre outra pessoa, não a transformou em agressividade, nem permitiu que se tornasse rancor. Ela fez da dor uma oração. A Palavra afirma que Ana “orou ao Senhor” (1Sm 1.10). Essa é uma verdade simples e profunda. Aquilo que pesa sobre a alma precisa ser derramado diante daquele que sustenta os cansados e consola os aflitos.

Por fim, Ana transformou sua dor em adoração. Mesmo antes de receber a resposta visível do Senhor, ela já se colocou diante dele em reverência, fazendo um voto e reconhecendo sua soberania: “Senhor dos Exércitos, se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres...” (1Sm 1.11). Mais tarde, em seu cântico, ela proclama: “O meu coração se regozija no Senhor” (1Sm 2.1). A dor que antes era choro tornou-se louvor.

Assim, quando a dor chegar, não a ignore. Leve-a ao Senhor. Derrame sua alma em oração. E permita que Deus transforme suas lágrimas em adoração. A dor nas mãos de Deus nunca é inútil. Ela pode se tornar escola de fé, altar de entrega e testemunho vivo da graça do Senhor.

Um dia estaremos perante o Senhor face a face. 

Ali não haverá mais dor, morte, tristeza ou dúvida. Ali viveremos de forma plena, santa, em completa comunhão com o Altíssimo. Aqui, porém, ainda temos vales profundos e dias escuros. E alguns são difíceis de atravessar. Por outro lado, temos aqui, neste mundo quebrado pelo pecado, uma oportunidade única: adorar ao Senhor, com confiança e gratidão, em meio à dor. 

Portanto, não desperdice esta oportunidade. Leve o seu sofrimento a Cristo! Confie e descanse.

Fonte: https://www.ultimato.com.br/conteudo/o-que-fazer-com-a-dor

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June 23, 2026

Consolação

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Consolação é uma bela palavra.

Ela significa "estar" (con), "com o solitário" (solus).
Oferecer consolação é uma das formas mais importantes de cuidado.

A vida é tão cheia de dor, tristeza e solidão que muitas vezes pensamos no que podemos fazer para aliviar o imenso sofrimento que testemunhamos.

Podemos e devemos oferecer consolação.

Podemos e devemos consolar a mãe que perdeu seu filho, o jovem com aids, a família cuja casa foi destruída pelo incêndio, o soldado ferido, o adolescente que pretende se suicidar, o idoso que se pergunta por que ainda vive.

Consolar não significa eliminar a dor, mas estar lá e dizer: "- Você 
não está sozinho, estou com você. Juntos podemos carregar o fardo. 
Não tenha medo. Estou aqui".

Isso é consolação. T
odos nós podemos dá-la e recebê-la.
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- Henri Nouwen
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June 22, 2026

Momentos não são eternos, eles passam

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- pr. Paulo Cardoso

Todos nós já vivemos algum momento, em nossa vida, que desejamos que se tornasse eterno. Especialmente, quando o bem e a bondade nos tocam, de uma forma única e especial, o coração anseia para que aquele momento se eternize. Quem nunca, em sua vida, teve um momento, em que pensou: "Eu gostaria que este momento durasse para sempre"?

Mas, da mesma forma, todos nós já tivemos momentos, que nós desejamos que acabassem o mais rápido possível. Foram aqueles momentos em que a maldade e o que nos fazia mal estava, de alguma forma, tocando a nossa existência.

Só que o que nunca podemos esquecer é que momentos passam; quer sejam eles, bons ou ruins. Nenhum momento é eterno, justamente, porque é momento. Lembra daquela vez em que você pensou que aquela dor nunca iria passar? Mas ela passou, não passou? Ou, pelo menos, ela aliviou, não aliviou? Porque momentos são assim: eles vem e eles vão. As recordações podem até ficar e nós escolhemos o que vamos fazer com elas; mas, os momentos, em si, passam.

O que não passa é a fidelidade de Deus e o Seu amor para conosco

É por isso, que quando Jeremias, o profeta, estava andando pelo meio das ruas incendiadas de Jerusalém, depois do cerco e invasão babilônica, enquanto ouvia o choro desesperado de mulheres e crianças por toda parte e passava por sobre corpos de pessoas mortas, pelo caminho, disse algo para que sua alma pudesse ouvir. Ele disse: "Eu quero trazer à memória aquilo que pode me dar esperança. As misericórdias do Senhor são as causas de não sermos consumidos. Porque as Suas misericórdias não tem fim, renovam-se cada manhã. Grande é a Sua fidelidade".

Naquele momento, que parecia uma eternidade, Jeremias teve de fazer uma escolha. Porque as cenas eram chocantes demais, a dor era intensa demais, a impotência diante de tudo era forte demais, a sensação de angústia e desesperança era arrasadora demais. Ou, ele fazia uma escolha para proteger a sua alma ou ela sucumbiria diante de tanta dor e desespero.

Aquele era o grito da alma de alguém que se recusa a ser derrotada pelo seu momento, porque sabe que existe um Deus que é bom e cujas misericórdias o levam a se compadecer da miséria humana; um Deus que se compadece e cuja fidelidade às Suas promessas para o bem, jamais terá fim. Foi colocando a sua mente na graça deste Deus que tem prazer, não em condenar ou destruir; mas em perdoar e restaurar, mesmo que das cinzas, aquilo que foi assolado, que ele encontrou forças para ir em frente.

Momentos são momentos. Apenas momentos. Só momentos. Vão passar. A dor pode ser intensa, a angústia pode parecer além das nossas forças, o choro pode insistir em voltar aos nossos olhos; mas, como escreveu Brennan Manning, o nome de Deus é Misericórdia. Ele é um Deus bom e que tem prazer na bondade.

Jesus, antes de Sua morte e ressurreição, avisou Seus discípulos que eles iriam chorar e se angustiar; mas, que depois, daquele momento, eles iriam vê-lo outra vez, e provariam de uma alegria, tão grande, que ninguém poderia roubar deles. Ele chega a comparar o que aconteceria, com a mãe, que antes de dar à luz, chora e sente as dores do parto; mas que depois que a criança nasce, se esquece, até mesmo, das dores e lágrimas que derramou, pela alegria de abraçar seu neném.

Quem sabe, hoje, é um momento difícil para você? Uma noite escura em sua alma, um dia de lágrimas, uma semana de lutas, um mês de dores, um ano de tempestades, um tempo que parece que nunca vai acabar. Mas, quer saber, é um momento.

A vida tem momentos, fases, cenários e estações diferentes. Mas, seja, por qual deles estejamos passando, Deus sempre está conosco para nos socorrer e nos guiar. Ele é o Nosso Pastor e nada nos faltará. Se um pastor de ovelhas, humano, falho, frágil, imperfeito e rachado na alma, pode arriscar a sua própria vida para salvar os animais que estão sob à sua guarda, será que Deus que nos criou à Sua própria imagem e semelhança e que entregou Seu próprio Filho Jesus, para dar a Sua vida por nós, não cuidaria de nós? Pare e pense.

Momentos passam por mais difíceis que sejam. Cenários mudam, por mais que pareçam ter vindo para ficar como realidade eterna em nossa vida. O que nunca vai mudar é o amor de Deus por nós revelado em Jesus. O que nunca vai passar é a Palavra de Deus em nossas vidas. Ele nunca vai nos deixar e jamais vai nos desamparar. Ele está conosco todos os dias até a consumação dos séculos. Isto foi provado, de uma vez por todas e para todo o sempre, na cruz do Calvário. Deus se importa conosco e quer nos ensinar o Caminho que devemos seguir. E como Bom Pastor, Ele vai nos guiar através de todos os momentos: sejam nos pastos verdejantes, junto às águas de descanso e pelas veredas da justiça; ou, no vale da sombra da morte e na presença dos nossos inimigos.

Os momentos podem mudar; e eles mudam. O que nunca vai mudar é que Ele sempre estará conosco e se nós O reconhecermos em nossos caminhos, Ele endireitará as nossas veredas. Não porque somos bons, justos ou merecedores de algo; mas porque Ele é bom, justo, misericordioso, compassivo e fiel. Não porque fizemos por onde, conquistamos por nossas justiças ou oferecemos algo em troca; mas, porque Jesus consumou tudo por nós na cruz.

Ele me ama. Ele ama você. Isso nunca vai mudar.

Minha oração é que estas simples palavras possam ecoar em seu coração, trazendo consolo, ânimo, forças e vida para você.

Fonte: http://www.encontrocomavida.com.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=4&sg=0&form_search=&pg=1&id=420Mom

June 21, 2026

Águias

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"Mas os que esperam no Senhor, renovarão as suas forças, subirão com asas como águias, correrão e não se cansarão, caminharão e não se fatigarão". 

Alguma vez já pensou aonde vão as águias quando a tormenta vem? Onde é que elas se escondem? 

Elas não se escondem, elas abrem as asas, voam a uma velocidade de até 90km/h e enfrentam a tormenta. Elas sabem que as nuvens escuras, a tempestade e os choques elétricos podem ter uma extensão de 30 a 50m, mas lá em cima brilha o sol. Nessa luta terrível podem perder penas, podem se ferir, mas não temem e seguem em frente. Depois, enquanto todo mundo fica às escuras embaixo, elas voam vitoriosas e em paz, lá em cima. 

Finalmente, as águias também morrem, mas alguma vez você achou por aí um cadáver de águia? De galinha talvez, de cachorro ou de pombo, quem sabe até de um bicho de mato nessa extensas estradas de reserva ecológica, mas cadáver de águia você não encontra. Sabe por quê? 

Porque quando elas sentem que chegou a hora de partir, não se lamentam nem ficam com medo. Procuram com seus olhos o pico mais alto, tiram as últimas forças de seu cansado corpo e voam aos picos inatingíveis e aí esperam resignadamente o momento final. Até para morrer elas são extraordinárias. Talvez por isso o profeta Isaías compara os que confiam no Senhor com águias. 

Quem sabe hoje você tem diante de si um dia cheio de desafios. Alguns deles podem parecer impossíveis de ser vencidos, mas lembre-se: descanse no Senhor, passe o tempo com Ele e depois parta para a luta, sabendo que depois daquela tormenta brilha o sol.
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June 19, 2026

Uma pergunta que você precisa fazer

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"Por que você está assim tão triste, ó minha alma, e por que você está tão abatida, dentro de mim? Ponha a sua esperança em Deus; Ele é o meu Salvador e o meu Deus" (Salmo 42:11 NVI).

- pr. Paulo Cardoso

Este é o verso final de uma canção composta por um dos filhos de Coré, num momento de muita angústia e tristeza. Quem ainda não passou por um momento assim? Todos nós.

Só que neste simples verso, eu encontro uma pergunta que todos nós precisamos fazer a nós mesmos, toda vez e cada vez que percebermos a nossa alma abatida, confusa, deprimida, amedrontada, encolhida, triste, apagada e angustiada.

A pergunta é: Por que?

Perceba que este não é um "por que" que eu pergunto para Deus, para a vida, para as circunstâncias ou para as pessoas - mas, única e exclusivamente, para a mim mesmo. Você já perguntou à sua alma: Por que?

Por que você está tão triste? Por que está tão abatido? Por que está tão infeliz? Por que está com tanto medo? Por que está tão ansioso? Por que está tão inseguro? Por que está sentindo-se tão solitário?

No Salmo 4, o salmista diz que eu devo consultar o meu coração, no meu travesseiro, e sossegar. É quando eu aprendo a ouvir aquilo que a minha alma está tentando me dizer. Porque ela está falando, eu é que não a estou ouvindo.

Eu estou tão aprisionado pelos falsos conceitos, idéias, imagens, ideais, padrões e mentiras que eu aceitei como verdades na minha mente, que eu não ouço mais o que a minha alma quer me dizer. Eu só ouço aquela conversa que se passa na minha mente, dia e noite, noite e dia, muitas vezes, me jogando para baixo, me denegrindo e me desencorajando. Não é isto que está acontecendo com você?

Mas, eu não faço calar e sossegar a minha alma, como a mãe com a criança desmamada (Salmo 131). Eu não a tranquilizo e acalmo. Pelo contrário, eu deixo a minha alma chorando, com medo, com fome, com frio, abandonada e sem atenção.

Você pode ter sete anos ou oitenta anos: a sua alma é como uma criança que precisa ser ouvida e cuidada, ou ela vai adoecer. E, não é isso mesmo que está acontecendo com você? E não é isso que você vê, o tempo todo, acontecendo, ao seu redor, inclusive no meio daquelas pessoas que confessam crer em Deus e na Sua Palavra?

Que tal começar a se perguntar: - Por que?

Por que você mergulhou neste marasmo interior? Por que você está tão inseguro com tudo? Por que você está com tanta raiva? O que foi que você começou a dizer para si mesmo e acreditar como verdade final, absoluta e imutável em sua vida, que jogou você neste fosso de depressão e tristeza? O que foi que você aceitou como sendo a sua sentença na vida e que levou você a todo este desespero?

Não só isto: por que todo este desespero? Por que toda esta aflição? Por que toda esta ansiedade com esta área da sua vida? Por que você está dizendo para si mesmo que isto é a pior coisa que poderia acontecer a você? Por que você está dizendo para si mesmo que isso seria insuportável? Por que você está dizendo que a sua vida está acabada? Por que você está dizendo que nunca vai ser feliz a menos que isto ou aquilo aconteça em sua vida? Por que você sempre precisa que alguém afirme você?

E por que você tem que provar isto para si mesmo? Por que você tem que mostrar isto para os outros? Será que é porque você não se valoriza como pessoa? Será que é porque você ainda não aprendeu a se amar, aceitar, gostar de si mesmo e festejar sua própria existência?

Pare e pense, por favor. Faça como o salmista, no Salmo 42: pergunte a si mesmo por que? Ouça o que a sua alma tem a dizer. Dê atenção a ela. Não a maltrate. Não a pressione desta forma. Faça bem a ela.

E, então, tente encorajar-se a si mesmo, como o salmista fez. Ele disse: Ponha a sua esperança em Deus, Ele é o meu Salvador e o meu Deus.

Posso dizer algo? Deus ainda existe. Ele ainda reina. Ele ainda está no controle de todas as coisas. Ele nos ama e cuida de nós. E nossa vida tem valor em si mesma. E Ele quer que nós nos amemos e cuidemos de nós mesmos. E Ele quer que nós façamos bem a nós mesmos e tranquilizemos a nossa própria alma, colocando nEle a nossa esperança e confiança.

Então, diga para si mesmo: - Ponha a sua esperança em Deus! Ele é o meu Salvador e o meu Deus!

Pode estar escuro, as coisas podem não estar do jeito que eu gostaria, eu posso estar limitado, eu posso não ter tudo que eu queria, o mundo pode estar confuso, os problemas podem estar por todo lado; mas Deus é o meu Salvador. Ele nunca vai me deixar e jamais vai me desamparar. É uma questão de aliança.

Deus se comprometeu com todo aquele que colocar a sua confiança em Jesus Cristo e no que Ele consumou na cruz em seu lugar. Ele fez uma aliança com todo aquele que põe a sua fé em Jesus. Nada pode separar você do Seu imenso amor.

Que estas palavras façam muito bem à sua alma.

Fonte: http://www.encontrocomavida.com.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=4&sg=0&form_search=&pg=1&id=422
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June 18, 2026

Por que eu não consigo?

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- pr. Paulo Cardoso

Muitas vezes, tentamos eliminar as consequências das nossas vidas e não tratamos as causas que nos levam a elas. É aí que perguntar "por que?" para a sua alma tem tanta importância. Porque há algo que ela está tentando nos dizer a respeito daquilo que estamos sentindo e como estamos nos comportando.

Algumas coisas que fazemos são apenas a consequência de nossas ansiedades, carências e desconfortos interiores. Daí que se estas causas não forem tratadas, muitos de nós teremos dificuldade de livrar-nos daquilo que elas geram no nosso comportamento do dia a dia.

William Backus, autor do livro "Fale a verdade consigo mesmo" alerta que aquilo que dizemos para nós mesmos, acaba se transformando em emoções e comportamentos que passamos a ter.

É aí que temos que aprender a questionar esta fala interior, quando percebemos que ela está gerando algo adoecido em nossa vida. Foi o que Davi fez, quando perguntou para si mesmo: "Por que você está assim tão triste, minha alma?".

Por exemplo, quando dizemos que não conseguimos fazer ou deixar de fazer alguma coisa, temos de parar e refletir sobre isto. Por que será que nós, realmente, não podemos parar, ou será que isto é o que sempre repetimos para nós mesmos e assumimos como uma verdade absoluta que está aprisionando o nosso modo de pensar e sentir?

A pergunta é: Por que nós não podemos parar? Por que é impossível? Por que nós dependemos disto para viver? Por que isto é o único prazer que resolvemos ter na vida? Não existe nada além disto? Por que é preciso fugir para isto? E por que sempre nestes momentos?

Pare e pense sobre o que você está, continuamente, dizendo para si mesmo a respeito disto. O que se tornou uma verdade para você e que, na verdade, não passa de um falso conceito, de algo que parece ser verdade, mas não é?

O fato é que se você só tiver um prazer em sua vida, é provável que em sua fala interior, você esteja, sempre, dizendo para si mesmo: "Eu tenho o direito de me dar este prazer, afinal, minha vida é tão sofrida...". Ou, então, "eu preciso disto para aliviar a minha tensão", ou "eu não posso viver sem isto, é a única coisa que me faz relaxar e me dá algum sabor na vida". Será que não é isto que você está dizendo no seu monólogo interior (naquilo que você conversa consigo mesmo o tempo todo)? Mas, será que isto é verdade? E será que isto não está envolvido pela culpa e por cobranças que você mesmo se faz?

Uma outra verdade, é que quanto mais tornamos o libertar-nos de uma coisa uma questão de vida ou morte e de uma repressão moral, mais ela se torna numa prisão em nossas mente e emoções. E, ao contrário, quanto mais nos amamos a nós mesmos, nos aceitamos em Deus e sabemos que Ele nos ama incondicionalmente, mais somos livres para poder fazer nossas escolhas como resultado da nossa consciência e liberdade interior e sairmos daquilo que nos faz mal.

Repressão vira pulsão que vira vulcão que acaba entrando em erupção. É simples assim. Por isso é que ninguém é liberto de nada que faça mal para si mesmo através do moralismo, mas de uma fé que age através do amor, de uma escolha que é resultado de uma consciência boa e clara diante de Deus, de si mesmo e da vida. Jesus disse que conhecer a verdade é que nos liberta.

Pense, num exemplo bem simples: há pessoas que sentem-se em profunda agonia emocional, porque estão há anos e anos seguindo a Jesus, mas nunca conseguiram se livrar do cigarro. Elas transformaram o livrar-se do cigarro numa questão de entrar ou não no céu, estar ou não entre os salvos, poder ou não ter acesso a Deus.

Só que elas estão abordando o problema de uma forma completamente errada. Porque o problema delas não é Deus. Deus as ama. Deus sabe o que as leva àquela atitude. Jesus já rasgou o escrito de dívida que era contrário a elas e que constava de ordenanças, e o encravou na cruz. Deus estava em Cristo reconciliando consigo os homens (o que inclui a elas), não atribuindo a eles os seus pecados (o que inclui a elas) e nos confiou o ministério da reconciliação. O problema não está em Deus. Jesus já gritou do alto da cruz: Está feito! Está pago! Está consumado!

O problema é que o cigarro tem cerca de 4.000 substâncias venenosas e diversas outras substâncias tóxicas, provoca câncer e muitas outras doenças. Não é uma questão moral, é uma questão de saúde e um problema social. É um problema para elas, porque está fazendo mal à saúde delas e das pessoas que com elas convivem, porque o cigarro prejudica, muito, os não fumantes que estão ao redor dos fumantes. Este é o problema. É assim que a questão tem que ser encarada: como uma questão de saúde e não como uma questão moral; como algo que está fazendo mal à pessoa e aos seus e não como uma questão religiosa.

O fato é que ninguém, absolutamente, ninguém se liberta de uma dependência emocional, física e mental se culpando e condenando moralmente. Isto é fato. Primeiro é preciso reconhecer que se tem um problema e questionar aquilo que nos acostumamos a acreditar como verdade a respeito daquilo, com tranquilidade e bom senso.

Quando podemos ver a coisa de uma forma mais sadia, já começamos a caminhar na direção da cura. Por que, de repente, descobrimos que outros, também, já passaram por isto, outros passam por isto e conseguiram sair disto. É uma questão humana. É coisa de gente. Cada um tem uma questão com alguma coisa. Alguns nunca colocaram um cigarro na boca, mas tem uma dificuldade enorme de controlar a ira. Outros, a crítica. Outros, o medo.

Por exemplo, nós dizemos que não temos autocontrole. Mas, será mesmo? Se disso depender a nossa vida, literalmente, será que não vamos ter autocontrole? Se for algo que está ali, bem diante dos nossos olhos, será que não vamos nos controlar? Se disto depender o nosso emprego, o nosso sustento, o pão dos nossos filhos, a vida de quem amamos, de uma forma dramática e visível, será que não vamos ser as pessoas mais controladas do mundo? Então, já não podemos mais afirmar que é impossível nos controlar, porque isto não é verdade. Parece verdade, nós sentimos como se fosse verdade - mas, é uma mentira.

Também se nós vivemos dizendo que nós somos assim e agimos desta ou daquela maneira, porque nossos pais são assim, nossos avós eram assim, e que todos em nosso meio são assim, estamos escolhendo falar uma mentira para nós mesmos. Nós vamos acreditar nela e até viver segundo ela, mas é uma mentira. Porque a Bíblia diz que nós podemos ser transformados pela graça de Jesus.

É claro que há a genética. Há exemplos. Há influências. Há a educação. Há circunstâncias. Há facilidades e dificuldades. E é claro que há situações e situações na história da nossa vida. Mas, ainda assim, nós podemos escolher pensar e ver as coisas de modo diferente.

A história está cheia de exemplos assim. Jacó teve muitos filhos e a maioria criou muitos problemas, mas José escolheu ser uma pessoa diferente. E, pela graça de Deus, ele foi. Jefté nasceu do relacionamento de seu pai com uma "mulher de programa", mas se tornou em um libertador e líder de seu povo, num momento de extrema crise. Nós podemos escolher agir diferente, se começarmos a pensar diferente e a crer diferente. É um processo, mas tem um início.

Agora, nós só podemos mudar algo em nós, quando podemos olhar aquele algo com um olhar diferente do que estávamos olhando anteriormente. Não com o olhar da culpa e da condenação, mas da consciência e da vida.

Se você pensar como sempre pensou, vai sentir como sempre sentiu e se comportar como sempre se comportou. Não é uma questão de convencer a si mesmo. Não é lavagem cerebral. Não é auto-indução. Não é o poder da mente. É sermos transformados por Deus através da renovação do nosso entendimento (Romanos 12:2). É muito diferente. É o poder de Deus se aperfeiçoando em nossa fraqueza. Só que sem culpas e neuroses, mas sabendo que Deus se importa conosco.

Deus sempre pode nos ajudar, não importa a situação. Mas, a primeira coisa é vê-lo conosco. É saber que o Seu amor é o que vai nos ajudar a vencer. Não o medo, não o ódio de si mesmo, não a autopunição, não a agressão a si mesma, não a repressão doentia - mas o amor de Deus e o passar a ver as coisas com consciência e sensatez.

Espero que estas palavras ajudem alguém que escolheu acreditar que não consegue. Oro para que estas simples palavras a ajudem a ver que o principal é tratar o que nos leva a agir como agimos e que podemos mudar quando entendemos que é o melhor para nós.

A graça de Deus é suficiente para nos socorrer. Deus não está contra nós, Ele está conosco querendo nos ajudar a vencer aquilo que está nos fazendo mal.

Nunca esqueça que não é um moralismo frio, é vida. E é isto porque Jesus nunca pregou moralismo - os fariseus já faziam isto - Ele pregou o amor de um Deus que é capaz de nos alcançar onde nós estivermos e nos levar onde planejou que nós estejamos. Um Deus que desce do Seu trono de glória e poder, se faz homem, em Jesus, e se entrega, por amor a nós, ensanguentado, no alto de uma cruz. É muito diferente!

Não se agrida, não se ofenda, não se bata, não se torture - fale consigo mesmo. Pergunte-se: Por que? E trate sua alma como uma criança que precisa ser curada e restaurada, não espancada e machucada. Jesus pagou um alto preço por você.

Talvez os fiscais da religião não concordem com o que escrevi, mas não escrevi para eles. Eles coam um mosquito, enquanto engolem um camelo.

Escrevi para gente sincera que ama a Deus e quer aprender um caminho mais sincero, verdadeiro e sadio para viver. Estamos todos aprendendo com Ele.

Pense nisto!

Fonte: http://www.encontrocomavida.com.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=4&sg=0&form_search=&pg=1&id=425
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June 15, 2026

O importante é ser feliz?

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https://www.tiktok.com/@mcwjota/video/7654702055151455509

June 13, 2026

O que você vai escolher?

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https://www.youtube.com/watch?v=GBATSkfpOTc
Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência.
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June 04, 2026

Nascidos de Pentecostes

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- Christian Gillis

O Espírito Santo está triste. Sim, o Espírito Santo pode ser entristecido. Há determinadas condutas e posturas dos seguidores de Jesus que entristecem o Espírito de Deus.

Escrevendo a cristãos da região de Éfeso, o apóstolo Paulo adverte: “Não entristeçam o Espírito Santo de Deus, com o qual fostes selados para o dia da redenção1.

O que poderia entristecer o Espírito de Deus? 

De acordo com o contexto da declaração, é o conteúdo e o modo como alguns cristãos falavam entre si, isto é, o que expressavam e a forma como se comunicavam eram contrários à lógica do evangelho e à graça de Deus revelada em Jesus.Transpirava da comunicação daquelas comunidades discriminação decorrente de preconceitos raciais, de gênero e de classe, expressos em linguagem agressiva, violenta e contenciosa.

Entristecer, afligir, irritar, ofender, angustiar ou fazer o Espírito de Deus sofrer é resultado de proferir palavras torpes2. Palavras torpes são palavras que fazem apodrecer, torpedeiam o coração de outra pessoa, assim como um torpedo destroça e faz afundar uma embarcação atingida.

Também entristecem o Espírito Santo, conforme a sequência da linha de raciocínio, todo discurso e conduta caracterizados por amargura, indignação, ira, gritaria, calúnia e maldade3. Quando a fala e a comunicação de uma pessoa (ou grupo) que se identifica como seguidora de Jesus é caracterizada ou tipificada por “amargura, indignação, ira, gritaria, calúnia e maldade”, o Espírito de Deus é entristecido.

Por qual motivo o Espírito se entristece com as contendas e desavenças verbais entre os irmãos na fé?

Porque Deus, movido apenas por graça, escolheu, segundo Seu projeto eterno, constituir um povo que vivesse diante dele de modo santo e irrepreensível4. Deus decidiu, antes de criar todas as coisas, que, estruturalmente, Seu povo teria vínculos familiares consigo e entre si, e, por isso, adotou filhos e filhas, integrando-os em sua família, por meio da obra de Jesus5.

É claro que essas pessoas não se tornariam membros da família de Deus, e gente santa e irrepreensível diante do Senhor por esforço próprio ou mérito. Jesus Cristo, graciosamente, redimiu (tirou do cativeiro, tornou santos para Deus) e remiu (quitou toda a dívida, tornou irrepreensíveis diante de Deus) por meio da Sua obra na cruz6 a todos que disseram sim ao evangelho.

Todos os redimidos e remidos por Jesus – mulheres e homens, gentios multiculturais e judeus, crianças e adultos e pessoas de classes sociais diferentes – agora compõem e integram o grande projeto divino de reconciliar em Cristo, na plenitude do tempo7, todas as coisas espatifadas pelo pecado, pela ação maligna e pela mentalidade mundana8.

A graça tem o poder de reconciliar já no presente Deus e a humanidade, o Criador e as criaturas, integrar povos e culturas diferentes numa nova sociedade, restaurar a justiça no relacionamento entre gêneros, conciliar classes sociais diferentes, enfim, ajuntar e agregar, com base na obra de Jesus, tudo o que está rompido.

É o Espírito Santo que opera e aplica na atualidade a agenda divina de reconciliação. 
O Espírito é o sinal que identifica os que aderiram ao grande projeto redentor de Deus por meio de Jesus9, gente que se entregou ao pertencimento a Deus, à cooperação no seu projeto e à existência para o louvor da sua glória.

Por isso, toda forma de relacionamento e de comunicação importam e precisam ser avaliados à luz do propósito eterno de Deus10, visto que o Senhor pretende expor, por meio da unidade em amor da igreja, toda a sua sabedoria prática para juntar numa plataforma justa culturas, gêneros e classes diversas11.

Para realizar historicamente o plano divino, o Espírito integra, numa mesma realidade espiritual, num mesmo “edifício” santo, dedicado para ser morada do Senhor12, tanto gentios de diversas etnias como judeus, mulheres e homens, crianças e adultos, trabalhadores e patrões. 

E o mesmo Espírito conduz todos na oração diante daquele que é chamado de Pai por todos13.

O sentido do movimento do Espírito é sempre na direção de gerar unidade espiritual14, sendo a única resposta esperada dos que ouviram o chamado divino por meio do evangelho15 o empenho total no esforço da manutenção da unidade que o Deus Trino está estabelecendo no mundo16.

Enquanto forças adversas se opõem ao projeto divino17, procurando destruir os vínculos humanos e fraternos, e se manifestam inflamando a língua com discursos de ódio, agressões digitais, fake news, lacração e cultura de cancelamento, o povo chamado a cooperar na constituição de uma nova humanidade integrada em amor precisa se conectar à fonte de poder espiritual18. Precisa ligar-se à usina de energia que fortalece o discípulo no seu íntimo, no ser interior19, para que do coração renovado pelo Espírito brote uma nova linguagem de adoração, louvor e gratidão20, junto com a capacidade de se sujeitar aos demais irmãos e irmãs em Cristo21 e refletir a beleza e a sabedoria de Deus pela unidade em Cristo.

É o Espírito que ilumina a mente para que seja possível conhecer a Deus, o seu plano, as bênçãos que graciosamente comunica em Cristo, o seu poder22 e o seu amor23. É o Espírito que instrui a manejar bem a Palavra de Deus24 e que ensina a orar em todas as ocasiões e circunstâncias, todo tipo ou forma de oração, de modo perseverante e intenso25, a fim de colaborar com o bom desígnio de Deus.

O mesmo paradigma fundacional acerca da ação e agenda do Espírito Santo está exposto na narrativa do Pentecostes. O Pentecostes revela os arquétipos apresentados posteriormente em forma doutrinal: Espírito – nova linguagem – nova comunidade.

No Pentecostes, homens e mulheres reunidos em Jerusalém, a maioria deles originados da periférica Galileia, receberam juntos o cumprimento da promessa feita por Deus conforme anunciado intensamente pelos profetas. Como Jesus havia declarado, Deus concedeu o dom, a dádiva, do Espírito aos Seus seguidores. O Espírito foi derramado do céu e os discípulos de Jesus foram batizados, inseridos na realidade e na dinâmica do Espírito, de tal modo que ficaram cheios e transbordantes do Espírito de Deus.

Os que foram cheios do Espírito logo desenvolveram uma nova linguagem de adoração, repleta de declarações acerca das grandezas de Deus (At 2.11), junto com uma vigorosa proclamação do evangelho do Senhor Jesus (At 2.36). O resultado da presença e da ação do Espírito foram o acolhimento e a integração de pessoas de outras etnias, com diversas perspectivas culturais, constituindo uma comunidade plural de seguidores de Jesus, todos com o coração cheio de enlevo e alegria, cooperando uns com os outros (At 2.43-46), cultivando uma simpática linguagem de louvor e adoração (At 2.47).

Assim, ainda que as formas e os sinais da presença e da ação do Espírito não precisem se repetir hoje de modo idêntico ao da narrativa de Pentecostes, é imperativo e urgente que os efeitos da sua atuação, como a aceitação dos diferentes e a inclusão de pessoas de outras culturas e perspectivas, juntamente com o desenvolvimento de uma linguagem santificada, tenham lugar entre aqueles que se dizem portadores do Espírito.

Fonte: https://www.ultimato.com.br/revista/artigos/388/nascidos-do-pentecostes

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May 31, 2026

Deus vê o coração < 3

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¹ O Senhor disse a Samuel: "Até quando você irá se entristecer por causa de Saul? Eu o rejeitei como rei de Israel. Encha um chifre com óleo e vá a Belém; eu o enviarei a Jessé. Escolhi um de seus filhos para ser rei".
² Samuel, porém, disse: "Como poderei ir? Saul saberá disto e me matará". O Senhor disse: "Leve um novilho com você e diga que foi sacrificar ao Senhor.
³ Convide Jessé para o sacrifício, e eu lhe mostrarei o que fazer. Você irá ungir para mim aquele que eu indicar".
⁴ Samuel fez o que o Senhor disse. Quando chegou a Belém, as autoridades da cidade foram encontrar-se com ele tremendo e perguntaram: "Você vem em paz? "
⁵ Respondeu Samuel: "Sim, venho em paz; vim sacrificar ao Senhor. Consagrem-se e venham ao sacrifício comigo". Então ele consagrou Jessé e os filhos dele e os convidou para o sacrifício.
⁶ Quando chegaram, Samuel viu Eliabe e pensou: "Com certeza este aqui é o que o Senhor quer ungir".
⁷ O Senhor, contudo, disse a Samuel: "Não considere a sua aparência nem sua altura, pois eu o rejeitei. O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração".
⁸ Então Jessé chamou Abinadabe e o levou a Samuel. Ele, porém, disse: "O Senhor também não escolheu a este".
⁹ Então Jessé levou Samá a Samuel, mas este disse: "Também não foi este que o Senhor escolheu".
¹⁰ Jessé levou a Samuel sete de seus filhos, mas Samuel lhe disse: "O Senhor não escolheu nenhum destes".
¹¹ Então perguntou a Jessé: "Estes são todos os filhos que você tem? " Jessé respondeu: "Ainda tenho o caçula, mas ele está cuidando das ovelhas". Samuel disse: "Traga-o aqui; não nos sentaremos para comer até que ele chegue".
¹² Então Jessé mandou chamá-lo e ele veio. Ele era ruivo, de belos olhos e boa aparência. Então o Senhor disse a Samuel: "É este! Levante-se e unja-o".
¹³ Samuel então apanhou o chifre cheio de óleo e o ungiu na presença de seus irmãos, e a partir daquele dia o Espírito do Senhor apoderou-se de Davi. E Samuel voltou para Ramá.

1 Sm 16:1-13

Deus sabe quem tem o coração segundo o coração dEle: https://www.youtube.com/watch?v=OumzcFxfIfw

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May 29, 2026

A fé no mercado da fé

Os perigos que os evangélicos enfrentam ao serem apenas mais um componente do mercado
- Marcos Simas

Nos últimos anos, muita coisa mudou para nós evangélicos. Algumas para bem e outras, nem tanto. Mas a grande e inegável verdade é que éramos invisíveis para o “mercado”, para a cultura e mesmo para as chamadas mídias “seculares”. E mais recentemente nos tornamos até visíveis demais. Para refrescar nossa memória, relato cronologicamente a seguir alguns episódios que mostram, de alguma forma, o reconhecimento da importância do segmento evangélico no cenário cultural e econômico nacional.

Em 23 de janeiro de 2017, a edição 931 do prestigiado Observatório da Imprensa publicava o texto O viés anti-evangélico de ‘O Globo’, escrito por Gilberto Garcia, que expunha o que, segundo ele, “poderia ser uma ótica distorcida, a perspectiva discriminatória no viés religioso, visando depreciar a ligação do candidato evangélico Marcelo Crivella com a Igreja Universal do Reino de Deus, no afã de influenciar concretamente o posicionamento do eleitor carioca [...] envolvendo a fé evangélica do candidato [...]”. Independente dos fatos relativos à política e à denominação mencionada no artigo, o autor identificava um certo viés discriminatório e antievangélico de O Globo. Alguns anos se passaram e, em 2024, o Grupo Globo produziu e transmitiu a série “Evangélicos” pelo canal GNT, que contava histórias de cristãos com perfis diversos em diferentes regiões do Brasil. A seguir, em 11 de setembro de 2025, o Observatório da TV, outro veículo que cobre assuntos ligados às mídias em geral, publicava a matéria ‘Globo’ paparica evangélicos e faz série com cantores gospel no ‘Fantástico’. Mais recentemente, em 25 de fevereiro de 2026, a Globo anunciou, com alarde, que fará telefilmes de obras evangélicas, no caso, publicadas pela editora Mundo Cristão, sendo o primeiro deles o romance Círculos não São Infinitos, de Vitória Souza.

O Grupo Folha também tem se “curvado” a esse público que passou a ser proativo no espaço público e valioso no mercado de consumo. Uma das evidências é a criação de um blog chamado Evangélicos, que “traz informações e histórias sobre o universo evangélico” e é capitaneado por Melina Cardoso, que, em sua biografia, se identifica como intercessora, jornalista e bacharel em teologia, além de ser casada e mãe de três filhos. Os temas abordados no blog fazem parte da agenda cotidiana da cultura evangélica nacional, até então desconhecida pela “elite” nacional e suas variantes: “igrejas domésticas que fortalecem a fé dos cristãos no Irã”, “evangelização de prostitutas”, “criação de filhos à luz da Bíblia”, “igrejas servindo às famílias com espectro autista entre seus membros”, “a importância de os jovens evangélicos irem para a universidade”, e até o espinhoso tema “por que os pastores caem”. Lendo atenciosamente alguns desses artigos e matérias, tem-se a sensação de estar lendo uma revista evangélica conservadora que exalta o trabalho social e espiritual da igreja. Outras evidências são o fato de ter o colunista Juliano Spyer, antropólogo e autor do livro Povo de Deus, especializado nesse público, além de ter, periodicamente, em sua seção “Cotidiano”, colaboradores que são declaradamente pastores evangélicos: Valdinei Ferreira, Marcos Amado, Daniel Guanaes e William Douglas.

Reinando na música que historicamente era uma área do “inimigo”

Segundo levantamentos da Pró-Música Brasil/ABRAMUS (Associação Brasileira de Música e Artes), no ano de 20241 a música “gospel” já representava 20% de todo o mercado brasileiro. Somente nos últimos cinco anos, o consumo desse gênero em plataformas digitais cresceu 240%. Gigantes do streaming, como o Spotify, viram a audiência do gospel aumentar em cerca de 93% no breve espaço de tempo entre 2022 e 2023. Mesmo no Deezer Brasil, em junho de 2025, 18% das músicas mais tocadas eram cristãs. No YouTube, os clipes de artistas gospel estão entre os mais assistidos do país, sendo que, dos dez vídeos mais populares do Brasil, dois são de cantores do gênero.

Todos esses números são refletidos na presença crescente do gospel em megashows, como o Réveillon de Copacabana, um dos mais frequentados, badalados e famosos do mundo. Como resultado desse alcance, foi instituído o dia 9 de junho como o Dia Nacional da Música Gospel, em alusão à data de nascimento da missionária sueca Frida Maria Strandberg Vingren, assembleiana e compositora de mais de vinte hinos do hinário Harpa Cristã.

A economia da fé evangélica e seus números impressionantes

Em 26 de outubro de 2025, a revista Exame publicou matéria mostrando que, segundo o estudo Gospel Power, a “gospel economy”, que influencia hábitos de consumo do segmento evangélico, já movimenta cerca de 21,5 bilhões de reais por ano. Esse estudo, realizado pela Estúdio Eixo, consultoria de comportamento e cultura, em parceria com a Zygon, mostra que o ecossistema econômico e cultural evangélico possui cadeias próprias de produção, distribuição e influência, e que teria um público consumidor exigente, com 58% fazendo suas escolhas de consumo influenciados pela fé, e estando “dispostos a pagar mais por produtos e serviços alinhados à sua visão de mundo”. Além disso, impressionantes “52% não se sentem representados pela publicidade atual e 31% já boicotaram marcas que contrariaram seus princípios”. Ainda segundo o estudo, a moda, beleza e lifestyle evangélicos estão redefinindo o mercado, ao incorporar referências globais ao vestuário de inspiração religiosa, com o fortalecimento da chamada “moda modesta”, e ao segmento classificado pelo estudo como “Gospel Premium”, que combina propósito, estética e pertencimento. Já no turismo religioso, a pesquisa mostra o aumento da demanda por experiências voltadas ao sistema religioso, incluindo retiros, festivais e viagens temáticas. E, ainda, os segmentosde educação e tecnologia registram a ampliação de ofertas de ensino bíblico, cursos de teologia e formações voltadas à liderança cristã nas plataformas digitais, com atenção especial ao público jovem e feminino.

Não é sem motivo que a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), referência nacional em marketing e comunicação, oferece o curso “Marketing Religioso – Conceitos de marketing aplicado a causas, bens e serviços espirituais”,2 “voltado para lideranças religiosas e empreendedores de bens e serviços relacionados a espiritualidade”.

O consumo da fé no mercado da fé

Enfim, durante esse curto tempo de menos de dez anos, muita coisa mudou. E, nos próximos anos, muita coisa provavelmente ainda mudará. Por isso, penso que cabem aqui algumas perguntas para refletirmos diante dos dados expostos anteriormente: Agora que somos visíveis, será que vamos conseguir cumprir nossa missão de denunciar os “poderes desse mundo”, ou seremos apenas mais um desses poderes, sem autoridade para apresentar alternativamente seus questionamentos a uma sociedade injusta, corrupta e secularizada? Será que, na ânsia de sermos relevantes e de dialogar com a cultura brasileira, nos deixamos sucumbir a padrões que, ao longo da história da igreja, fizeram tão mal ao reino de Deus? Por fim, será que influenciamos ou somos influenciados e deixamos a nossa fé fazer parte do mercado, sendo, portanto, apenas mais um bem de consumo? Tenhamos em mente que o mercado tem fé no mercado da fé.

Notas
1. https://pro-musicabr.org.br/wp-content/uploads/2025/03/PM-RELATORIO-24-V11.pdf. Acesso em: 8 abr. 2026.
2. https://www.espm.br/cursos/dynamic/atualizacao/trends/marketing-religioso-conceitos-de-marketing-aplicado-a-causas-bens-e-servicos-espirituais. Acesso em: 8 abr. 2026.

Fonte: https://www.ultimato.com.br/revista/artigos/419/a-fe-no-mercado-da-fe
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May 23, 2026

Radiografia do coração

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A pessoa boa tira coisas boas do tesouro de um coração bom, e
a pessoa má tira coisas más do tesouro de um coração mau.
Pois a boca fala do que o coração está cheio.
,Lc 6: 45
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PS- Oração do dia (9'35"): 'Que as palavras da minha boca e o meditar do meu coração sejam sempre agradáveis a Ti, Senhor, minha Rocha e meu Redentor!' (Sl 19: 14)
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