A oração dominical
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- Ed René Kivitz
A oração do Pai Nosso, ao afirmar a soberania e a suficiência de Deus, nos ajuda a responder aos quatro grandes dilemas da alma humana, como segue.
- Ed René Kivitz
CONCLUSÃO
A oração do Pai Nosso, ao afirmar a soberania e a suficiência de Deus, nos ajuda a responder aos quatro grandes dilemas da alma humana, como segue.
Aqueles que não conseguem
ver sentido na vida e no mundo devem orar “venha o teu reino, seja feita a tua
vontade assim na terra como no céu e santificado seja o teu nome”. De fato, não
pode haver sentido num mundo dominado por outro alguém que não seja Deus, onde
a vontade de Deus é desconsiderada e desobedecida, e onde a pessoa e o caráter
de Deus são blasfemados e negligenciados. Quem vive com a sensação de que
alguma coisa está fora de lugar, que a vida é injusta, que muita que não
deveria acontecer, acontece, e que muita coisa que deveria acontecer, não
acontece, está certo. O mundo é assim mesmo. A solução para este dilema de
falta de sentido é a consumação do reino de Deus.
Quem vive com fome na alma
de que nada pode satisfazer plenamente, deve orar “o pão nosso de cada dia nos
dá hoje”, ou como seria melhor traduzido, “o pão nosso de amanhã, nos dá hoje”.
Isto é, o maná do sábado, dá-nos na sexta, o que significa dizer, deixe-nos
experimentar o prazer do céu ainda na história. Jesus é o pão da vida. O
Espírito Santo é a água da vida. A satisfação humana neste mundo é espiritual,
pois somente a inclusão de Deus é capaz de dar sentido ao viver humano. Aquele
que mesmo tendo tudo, vive com a sensação de que ainda lhe falta algo, está
certo. O mundo é assim mesmo: não é suficiente para satisfazer a fome da alma, pois
a fome da alma não pode ser saciada na matéria, mas no espírito.
Os que vivem esmagados
pelo peso da culpa por sua imperfeição ou pelo fato de terem sido feridos pela
imperfeição dos outros, devem orar “perdoa as nossas dívidas assim como
perdoamos nossos devedores”. É impossível que pessoas vivam juntas sem que,
cedo ou tarde, contraiam dívidas impagáveis umas com as outras. Quando chega
esse momento, somente o perdão resolve. Aquele que vive preso na relação de
pecado-culpa, e não consegue deixar de ferir ou superar por si mesmo as feridas
que lhe causaram, está certo. O mundo é assim mesmo: relacionamentos não duram
para sempre não porque as pessoas aprendem a se relacionar, mas porque aprendem a pedir perdão e perdoar.
Finalmente, os que vivem
amedrontados pelo mal, devem orar “não nos induzas à tentação, mas livra-nos do
Maligno”. O mal existe, os malvados estão à solta, o Maligno, o diabo, está por
trás de tudo isso, jogando cada vez mais lenha na fogueira. A possibilidade de
sermos afetados pelo mal é real. Mas o maior perigo é o Maligno nos seduzir e,
sem percebermos, começar a nos influenciar de tal maneira que aos poucos vamos
ficando semelhantes a ele. Aquele que se sente vulnerável em relação ao mal e
ao Maligno está certo. O mundo é assim mesmo: jaz no Maligno. Mas a guerra já
está ganha, e chegará o dia quando o diabo será impedido de agir na Terra.
Nesse dia, todos saberão
que Deus tudo tem, tudo pode e tudo é, pois dEle é o reino, o poder e a glória
para sempre.
Amém
Fonte:
http://ibab.com.br/guiasdeestudo/pai_nosso-10.pdf

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