Nascidos de Pentecostes
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- Christian GillisO Espírito Santo está triste. Sim, o Espírito Santo pode ser entristecido. Há determinadas condutas e posturas dos seguidores de Jesus que entristecem o Espírito de Deus.
Escrevendo a cristãos da região de Éfeso, o apóstolo Paulo adverte: “Não entristeçam o Espírito Santo de Deus, com o qual fostes selados para o dia da redenção”1.
O que poderia entristecer o Espírito de Deus?
De acordo com o contexto da declaração, é o conteúdo e o modo como alguns cristãos falavam entre si, isto é, o que expressavam e a forma como se comunicavam eram contrários à lógica do evangelho e à graça de Deus revelada em Jesus.Transpirava da comunicação daquelas comunidades discriminação decorrente de preconceitos raciais, de gênero e de classe, expressos em linguagem agressiva, violenta e contenciosa.
Entristecer, afligir, irritar, ofender, angustiar ou fazer o Espírito de Deus sofrer é resultado de proferir palavras torpes2. Palavras torpes são palavras que fazem apodrecer, torpedeiam o coração de outra pessoa, assim como um torpedo destroça e faz afundar uma embarcação atingida.
Também entristecem o Espírito Santo, conforme a sequência da linha de raciocínio, todo discurso e conduta caracterizados por amargura, indignação, ira, gritaria, calúnia e maldade3. Quando a fala e a comunicação de uma pessoa (ou grupo) que se identifica como seguidora de Jesus é caracterizada ou tipificada por “amargura, indignação, ira, gritaria, calúnia e maldade”, o Espírito de Deus é entristecido.
Por qual motivo o Espírito se entristece com as contendas e desavenças verbais entre os irmãos na fé?
Porque Deus, movido apenas por graça, escolheu, segundo Seu projeto eterno, constituir um povo que vivesse diante dele de modo santo e irrepreensível4. Deus decidiu, antes de criar todas as coisas, que, estruturalmente, Seu povo teria vínculos familiares consigo e entre si, e, por isso, adotou filhos e filhas, integrando-os em sua família, por meio da obra de Jesus5.
É claro que essas pessoas não se tornariam membros da família de Deus, e gente santa e irrepreensível diante do Senhor por esforço próprio ou mérito. Jesus Cristo, graciosamente, redimiu (tirou do cativeiro, tornou santos para Deus) e remiu (quitou toda a dívida, tornou irrepreensíveis diante de Deus) por meio da Sua obra na cruz6 a todos que disseram sim ao evangelho.
Todos os redimidos e remidos por Jesus – mulheres e homens, gentios multiculturais e judeus, crianças e adultos e pessoas de classes sociais diferentes – agora compõem e integram o grande projeto divino de reconciliar em Cristo, na plenitude do tempo7, todas as coisas espatifadas pelo pecado, pela ação maligna e pela mentalidade mundana8.
A graça tem o poder de reconciliar já no presente Deus e a humanidade, o Criador e as criaturas, integrar povos e culturas diferentes numa nova sociedade, restaurar a justiça no relacionamento entre gêneros, conciliar classes sociais diferentes, enfim, ajuntar e agregar, com base na obra de Jesus, tudo o que está rompido.
É o Espírito Santo que opera e aplica na atualidade a agenda divina de reconciliação. O Espírito é o sinal que identifica os que aderiram ao grande projeto redentor de Deus por meio de Jesus9, gente que se entregou ao pertencimento a Deus, à cooperação no seu projeto e à existência para o louvor da sua glória.
Por isso, toda forma de relacionamento e de comunicação importam e precisam ser avaliados à luz do propósito eterno de Deus10, visto que o Senhor pretende expor, por meio da unidade em amor da igreja, toda a sua sabedoria prática para juntar numa plataforma justa culturas, gêneros e classes diversas11.
Para realizar historicamente o plano divino, o Espírito integra, numa mesma realidade espiritual, num mesmo “edifício” santo, dedicado para ser morada do Senhor12, tanto gentios de diversas etnias como judeus, mulheres e homens, crianças e adultos, trabalhadores e patrões.
Entristecer, afligir, irritar, ofender, angustiar ou fazer o Espírito de Deus sofrer é resultado de proferir palavras torpes2. Palavras torpes são palavras que fazem apodrecer, torpedeiam o coração de outra pessoa, assim como um torpedo destroça e faz afundar uma embarcação atingida.
Também entristecem o Espírito Santo, conforme a sequência da linha de raciocínio, todo discurso e conduta caracterizados por amargura, indignação, ira, gritaria, calúnia e maldade3. Quando a fala e a comunicação de uma pessoa (ou grupo) que se identifica como seguidora de Jesus é caracterizada ou tipificada por “amargura, indignação, ira, gritaria, calúnia e maldade”, o Espírito de Deus é entristecido.
Por qual motivo o Espírito se entristece com as contendas e desavenças verbais entre os irmãos na fé?
Porque Deus, movido apenas por graça, escolheu, segundo Seu projeto eterno, constituir um povo que vivesse diante dele de modo santo e irrepreensível4. Deus decidiu, antes de criar todas as coisas, que, estruturalmente, Seu povo teria vínculos familiares consigo e entre si, e, por isso, adotou filhos e filhas, integrando-os em sua família, por meio da obra de Jesus5.
É claro que essas pessoas não se tornariam membros da família de Deus, e gente santa e irrepreensível diante do Senhor por esforço próprio ou mérito. Jesus Cristo, graciosamente, redimiu (tirou do cativeiro, tornou santos para Deus) e remiu (quitou toda a dívida, tornou irrepreensíveis diante de Deus) por meio da Sua obra na cruz6 a todos que disseram sim ao evangelho.
Todos os redimidos e remidos por Jesus – mulheres e homens, gentios multiculturais e judeus, crianças e adultos e pessoas de classes sociais diferentes – agora compõem e integram o grande projeto divino de reconciliar em Cristo, na plenitude do tempo7, todas as coisas espatifadas pelo pecado, pela ação maligna e pela mentalidade mundana8.
A graça tem o poder de reconciliar já no presente Deus e a humanidade, o Criador e as criaturas, integrar povos e culturas diferentes numa nova sociedade, restaurar a justiça no relacionamento entre gêneros, conciliar classes sociais diferentes, enfim, ajuntar e agregar, com base na obra de Jesus, tudo o que está rompido.
É o Espírito Santo que opera e aplica na atualidade a agenda divina de reconciliação. O Espírito é o sinal que identifica os que aderiram ao grande projeto redentor de Deus por meio de Jesus9, gente que se entregou ao pertencimento a Deus, à cooperação no seu projeto e à existência para o louvor da sua glória.
Por isso, toda forma de relacionamento e de comunicação importam e precisam ser avaliados à luz do propósito eterno de Deus10, visto que o Senhor pretende expor, por meio da unidade em amor da igreja, toda a sua sabedoria prática para juntar numa plataforma justa culturas, gêneros e classes diversas11.
Para realizar historicamente o plano divino, o Espírito integra, numa mesma realidade espiritual, num mesmo “edifício” santo, dedicado para ser morada do Senhor12, tanto gentios de diversas etnias como judeus, mulheres e homens, crianças e adultos, trabalhadores e patrões.
E o mesmo Espírito conduz todos na oração diante daquele que é chamado de Pai por todos13.
O sentido do movimento do Espírito é sempre na direção de gerar unidade espiritual14, sendo a única resposta esperada dos que ouviram o chamado divino por meio do evangelho15 o empenho total no esforço da manutenção da unidade que o Deus Trino está estabelecendo no mundo16.
Enquanto forças adversas se opõem ao projeto divino17, procurando destruir os vínculos humanos e fraternos, e se manifestam inflamando a língua com discursos de ódio, agressões digitais, fake news, lacração e cultura de cancelamento, o povo chamado a cooperar na constituição de uma nova humanidade integrada em amor precisa se conectar à fonte de poder espiritual18. Precisa ligar-se à usina de energia que fortalece o discípulo no seu íntimo, no ser interior19, para que do coração renovado pelo Espírito brote uma nova linguagem de adoração, louvor e gratidão20, junto com a capacidade de se sujeitar aos demais irmãos e irmãs em Cristo21 e refletir a beleza e a sabedoria de Deus pela unidade em Cristo.
É o Espírito que ilumina a mente para que seja possível conhecer a Deus, o seu plano, as bênçãos que graciosamente comunica em Cristo, o seu poder22 e o seu amor23. É o Espírito que instrui a manejar bem a Palavra de Deus24 e que ensina a orar em todas as ocasiões e circunstâncias, todo tipo ou forma de oração, de modo perseverante e intenso25, a fim de colaborar com o bom desígnio de Deus.
O mesmo paradigma fundacional acerca da ação e agenda do Espírito Santo está exposto na narrativa do Pentecostes. O Pentecostes revela os arquétipos apresentados posteriormente em forma doutrinal: Espírito – nova linguagem – nova comunidade.
No Pentecostes, homens e mulheres reunidos em Jerusalém, a maioria deles originados da periférica Galileia, receberam juntos o cumprimento da promessa feita por Deus conforme anunciado intensamente pelos profetas. Como Jesus havia declarado, Deus concedeu o dom, a dádiva, do Espírito aos Seus seguidores. O Espírito foi derramado do céu e os discípulos de Jesus foram batizados, inseridos na realidade e na dinâmica do Espírito, de tal modo que ficaram cheios e transbordantes do Espírito de Deus.
Os que foram cheios do Espírito logo desenvolveram uma nova linguagem de adoração, repleta de declarações acerca das grandezas de Deus (At 2.11), junto com uma vigorosa proclamação do evangelho do Senhor Jesus (At 2.36). O resultado da presença e da ação do Espírito foram o acolhimento e a integração de pessoas de outras etnias, com diversas perspectivas culturais, constituindo uma comunidade plural de seguidores de Jesus, todos com o coração cheio de enlevo e alegria, cooperando uns com os outros (At 2.43-46), cultivando uma simpática linguagem de louvor e adoração (At 2.47).
Assim, ainda que as formas e os sinais da presença e da ação do Espírito não precisem se repetir hoje de modo idêntico ao da narrativa de Pentecostes, é imperativo e urgente que os efeitos da sua atuação, como a aceitação dos diferentes e a inclusão de pessoas de outras culturas e perspectivas, juntamente com o desenvolvimento de uma linguagem santificada, tenham lugar entre aqueles que se dizem portadores do Espírito.
O sentido do movimento do Espírito é sempre na direção de gerar unidade espiritual14, sendo a única resposta esperada dos que ouviram o chamado divino por meio do evangelho15 o empenho total no esforço da manutenção da unidade que o Deus Trino está estabelecendo no mundo16.
Enquanto forças adversas se opõem ao projeto divino17, procurando destruir os vínculos humanos e fraternos, e se manifestam inflamando a língua com discursos de ódio, agressões digitais, fake news, lacração e cultura de cancelamento, o povo chamado a cooperar na constituição de uma nova humanidade integrada em amor precisa se conectar à fonte de poder espiritual18. Precisa ligar-se à usina de energia que fortalece o discípulo no seu íntimo, no ser interior19, para que do coração renovado pelo Espírito brote uma nova linguagem de adoração, louvor e gratidão20, junto com a capacidade de se sujeitar aos demais irmãos e irmãs em Cristo21 e refletir a beleza e a sabedoria de Deus pela unidade em Cristo.
É o Espírito que ilumina a mente para que seja possível conhecer a Deus, o seu plano, as bênçãos que graciosamente comunica em Cristo, o seu poder22 e o seu amor23. É o Espírito que instrui a manejar bem a Palavra de Deus24 e que ensina a orar em todas as ocasiões e circunstâncias, todo tipo ou forma de oração, de modo perseverante e intenso25, a fim de colaborar com o bom desígnio de Deus.
O mesmo paradigma fundacional acerca da ação e agenda do Espírito Santo está exposto na narrativa do Pentecostes. O Pentecostes revela os arquétipos apresentados posteriormente em forma doutrinal: Espírito – nova linguagem – nova comunidade.
No Pentecostes, homens e mulheres reunidos em Jerusalém, a maioria deles originados da periférica Galileia, receberam juntos o cumprimento da promessa feita por Deus conforme anunciado intensamente pelos profetas. Como Jesus havia declarado, Deus concedeu o dom, a dádiva, do Espírito aos Seus seguidores. O Espírito foi derramado do céu e os discípulos de Jesus foram batizados, inseridos na realidade e na dinâmica do Espírito, de tal modo que ficaram cheios e transbordantes do Espírito de Deus.
Os que foram cheios do Espírito logo desenvolveram uma nova linguagem de adoração, repleta de declarações acerca das grandezas de Deus (At 2.11), junto com uma vigorosa proclamação do evangelho do Senhor Jesus (At 2.36). O resultado da presença e da ação do Espírito foram o acolhimento e a integração de pessoas de outras etnias, com diversas perspectivas culturais, constituindo uma comunidade plural de seguidores de Jesus, todos com o coração cheio de enlevo e alegria, cooperando uns com os outros (At 2.43-46), cultivando uma simpática linguagem de louvor e adoração (At 2.47).
Assim, ainda que as formas e os sinais da presença e da ação do Espírito não precisem se repetir hoje de modo idêntico ao da narrativa de Pentecostes, é imperativo e urgente que os efeitos da sua atuação, como a aceitação dos diferentes e a inclusão de pessoas de outras culturas e perspectivas, juntamente com o desenvolvimento de uma linguagem santificada, tenham lugar entre aqueles que se dizem portadores do Espírito.
Fonte: https://www.ultimato.com.br/revista/artigos/388/nascidos-do-pentecostes
PS- Ore comigo: https://www.youtube.com/watch?v=4kHDNd6s5BY
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