May 31, 2026

Deus vê o coração < 3

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¹ O Senhor disse a Samuel: "Até quando você irá se entristecer por causa de Saul? Eu o rejeitei como rei de Israel. Encha um chifre com óleo e vá a Belém; eu o enviarei a Jessé. Escolhi um de seus filhos para ser rei".
² Samuel, porém, disse: "Como poderei ir? Saul saberá disto e me matará". O Senhor disse: "Leve um novilho com você e diga que foi sacrificar ao Senhor.
³ Convide Jessé para o sacrifício, e eu lhe mostrarei o que fazer. Você irá ungir para mim aquele que eu indicar".
⁴ Samuel fez o que o Senhor disse. Quando chegou a Belém, as autoridades da cidade foram encontrar-se com ele tremendo e perguntaram: "Você vem em paz? "
⁵ Respondeu Samuel: "Sim, venho em paz; vim sacrificar ao Senhor. Consagrem-se e venham ao sacrifício comigo". Então ele consagrou Jessé e os filhos dele e os convidou para o sacrifício.
⁶ Quando chegaram, Samuel viu Eliabe e pensou: "Com certeza este aqui é o que o Senhor quer ungir".
⁷ O Senhor, contudo, disse a Samuel: "Não considere a sua aparência nem sua altura, pois eu o rejeitei. O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração".
⁸ Então Jessé chamou Abinadabe e o levou a Samuel. Ele, porém, disse: "O Senhor também não escolheu a este".
⁹ Então Jessé levou Samá a Samuel, mas este disse: "Também não foi este que o Senhor escolheu".
¹⁰ Jessé levou a Samuel sete de seus filhos, mas Samuel lhe disse: "O Senhor não escolheu nenhum destes".
¹¹ Então perguntou a Jessé: "Estes são todos os filhos que você tem? " Jessé respondeu: "Ainda tenho o caçula, mas ele está cuidando das ovelhas". Samuel disse: "Traga-o aqui; não nos sentaremos para comer até que ele chegue".
¹² Então Jessé mandou chamá-lo e ele veio. Ele era ruivo, de belos olhos e boa aparência. Então o Senhor disse a Samuel: "É este! Levante-se e unja-o".
¹³ Samuel então apanhou o chifre cheio de óleo e o ungiu na presença de seus irmãos, e a partir daquele dia o Espírito do Senhor apoderou-se de Davi. E Samuel voltou para Ramá.

1 Sm 16:1-13

Deus sabe quem tem o coração segundo o coração dEle: https://www.youtube.com/watch?v=OumzcFxfIfw

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May 29, 2026

A fé no mercado da fé

Os perigos que os evangélicos enfrentam ao serem apenas mais um componente do mercado
- Marcos Simas

Nos últimos anos, muita coisa mudou para nós evangélicos. Algumas para bem e outras, nem tanto. Mas a grande e inegável verdade é que éramos invisíveis para o “mercado”, para a cultura e mesmo para as chamadas mídias “seculares”. E mais recentemente nos tornamos até visíveis demais. Para refrescar nossa memória, relato cronologicamente a seguir alguns episódios que mostram, de alguma forma, o reconhecimento da importância do segmento evangélico no cenário cultural e econômico nacional.

Em 23 de janeiro de 2017, a edição 931 do prestigiado Observatório da Imprensa publicava o texto O viés anti-evangélico de ‘O Globo’, escrito por Gilberto Garcia, que expunha o que, segundo ele, “poderia ser uma ótica distorcida, a perspectiva discriminatória no viés religioso, visando depreciar a ligação do candidato evangélico Marcelo Crivella com a Igreja Universal do Reino de Deus, no afã de influenciar concretamente o posicionamento do eleitor carioca [...] envolvendo a fé evangélica do candidato [...]”. Independente dos fatos relativos à política e à denominação mencionada no artigo, o autor identificava um certo viés discriminatório e antievangélico de O Globo. Alguns anos se passaram e, em 2024, o Grupo Globo produziu e transmitiu a série “Evangélicos” pelo canal GNT, que contava histórias de cristãos com perfis diversos em diferentes regiões do Brasil. A seguir, em 11 de setembro de 2025, o Observatório da TV, outro veículo que cobre assuntos ligados às mídias em geral, publicava a matéria ‘Globo’ paparica evangélicos e faz série com cantores gospel no ‘Fantástico’. Mais recentemente, em 25 de fevereiro de 2026, a Globo anunciou, com alarde, que fará telefilmes de obras evangélicas, no caso, publicadas pela editora Mundo Cristão, sendo o primeiro deles o romance Círculos não São Infinitos, de Vitória Souza.

O Grupo Folha também tem se “curvado” a esse público que passou a ser proativo no espaço público e valioso no mercado de consumo. Uma das evidências é a criação de um blog chamado Evangélicos, que “traz informações e histórias sobre o universo evangélico” e é capitaneado por Melina Cardoso, que, em sua biografia, se identifica como intercessora, jornalista e bacharel em teologia, além de ser casada e mãe de três filhos. Os temas abordados no blog fazem parte da agenda cotidiana da cultura evangélica nacional, até então desconhecida pela “elite” nacional e suas variantes: “igrejas domésticas que fortalecem a fé dos cristãos no Irã”, “evangelização de prostitutas”, “criação de filhos à luz da Bíblia”, “igrejas servindo às famílias com espectro autista entre seus membros”, “a importância de os jovens evangélicos irem para a universidade”, e até o espinhoso tema “por que os pastores caem”. Lendo atenciosamente alguns desses artigos e matérias, tem-se a sensação de estar lendo uma revista evangélica conservadora que exalta o trabalho social e espiritual da igreja. Outras evidências são o fato de ter o colunista Juliano Spyer, antropólogo e autor do livro Povo de Deus, especializado nesse público, além de ter, periodicamente, em sua seção “Cotidiano”, colaboradores que são declaradamente pastores evangélicos: Valdinei Ferreira, Marcos Amado, Daniel Guanaes e William Douglas.

Reinando na música que historicamente era uma área do “inimigo”

Segundo levantamentos da Pró-Música Brasil/ABRAMUS (Associação Brasileira de Música e Artes), no ano de 20241 a música “gospel” já representava 20% de todo o mercado brasileiro. Somente nos últimos cinco anos, o consumo desse gênero em plataformas digitais cresceu 240%. Gigantes do streaming, como o Spotify, viram a audiência do gospel aumentar em cerca de 93% no breve espaço de tempo entre 2022 e 2023. Mesmo no Deezer Brasil, em junho de 2025, 18% das músicas mais tocadas eram cristãs. No YouTube, os clipes de artistas gospel estão entre os mais assistidos do país, sendo que, dos dez vídeos mais populares do Brasil, dois são de cantores do gênero.

Todos esses números são refletidos na presença crescente do gospel em megashows, como o Réveillon de Copacabana, um dos mais frequentados, badalados e famosos do mundo. Como resultado desse alcance, foi instituído o dia 9 de junho como o Dia Nacional da Música Gospel, em alusão à data de nascimento da missionária sueca Frida Maria Strandberg Vingren, assembleiana e compositora de mais de vinte hinos do hinário Harpa Cristã.

A economia da fé evangélica e seus números impressionantes

Em 26 de outubro de 2025, a revista Exame publicou matéria mostrando que, segundo o estudo Gospel Power, a “gospel economy”, que influencia hábitos de consumo do segmento evangélico, já movimenta cerca de 21,5 bilhões de reais por ano. Esse estudo, realizado pela Estúdio Eixo, consultoria de comportamento e cultura, em parceria com a Zygon, mostra que o ecossistema econômico e cultural evangélico possui cadeias próprias de produção, distribuição e influência, e que teria um público consumidor exigente, com 58% fazendo suas escolhas de consumo influenciados pela fé, e estando “dispostos a pagar mais por produtos e serviços alinhados à sua visão de mundo”. Além disso, impressionantes “52% não se sentem representados pela publicidade atual e 31% já boicotaram marcas que contrariaram seus princípios”. Ainda segundo o estudo, a moda, beleza e lifestyle evangélicos estão redefinindo o mercado, ao incorporar referências globais ao vestuário de inspiração religiosa, com o fortalecimento da chamada “moda modesta”, e ao segmento classificado pelo estudo como “Gospel Premium”, que combina propósito, estética e pertencimento. Já no turismo religioso, a pesquisa mostra o aumento da demanda por experiências voltadas ao sistema religioso, incluindo retiros, festivais e viagens temáticas. E, ainda, os segmentosde educação e tecnologia registram a ampliação de ofertas de ensino bíblico, cursos de teologia e formações voltadas à liderança cristã nas plataformas digitais, com atenção especial ao público jovem e feminino.

Não é sem motivo que a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), referência nacional em marketing e comunicação, oferece o curso “Marketing Religioso – Conceitos de marketing aplicado a causas, bens e serviços espirituais”,2 “voltado para lideranças religiosas e empreendedores de bens e serviços relacionados a espiritualidade”.

O consumo da fé no mercado da fé

Enfim, durante esse curto tempo de menos de dez anos, muita coisa mudou. E, nos próximos anos, muita coisa provavelmente ainda mudará. Por isso, penso que cabem aqui algumas perguntas para refletirmos diante dos dados expostos anteriormente: Agora que somos visíveis, será que vamos conseguir cumprir nossa missão de denunciar os “poderes desse mundo”, ou seremos apenas mais um desses poderes, sem autoridade para apresentar alternativamente seus questionamentos a uma sociedade injusta, corrupta e secularizada? Será que, na ânsia de sermos relevantes e de dialogar com a cultura brasileira, nos deixamos sucumbir a padrões que, ao longo da história da igreja, fizeram tão mal ao reino de Deus? Por fim, será que influenciamos ou somos influenciados e deixamos a nossa fé fazer parte do mercado, sendo, portanto, apenas mais um bem de consumo? Tenhamos em mente que o mercado tem fé no mercado da fé.

Notas
1. https://pro-musicabr.org.br/wp-content/uploads/2025/03/PM-RELATORIO-24-V11.pdf. Acesso em: 8 abr. 2026.
2. https://www.espm.br/cursos/dynamic/atualizacao/trends/marketing-religioso-conceitos-de-marketing-aplicado-a-causas-bens-e-servicos-espirituais. Acesso em: 8 abr. 2026.

Fonte: https://www.ultimato.com.br/revista/artigos/419/a-fe-no-mercado-da-fe
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May 23, 2026

Radiografia do coração

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A pessoa boa tira coisas boas do tesouro de um coração bom, e
a pessoa má tira coisas más do tesouro de um coração mau.
Pois a boca fala do que o coração está cheio.
,Lc 6: 45
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PS- Oração do dia (9'35"): 'Que as palavras da minha boca e o meditar do meu coração sejam sempre agradáveis a Ti, Senhor, minha Rocha e meu Redentor!' (Sl 19: 14)
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May 22, 2026

Vida centrada em Cristo

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- Ricardo Barbosa

A carta que Paulo escreve aos discípulos de Jesus na cidade de Filipos é, na minha opinião, a carta mais pessoal de Paulo. Se queremos conhecer a mente, o coração desse grande apóstolo, precisamos ler essa carta várias vezes, pausadamente, saboreando cada palavra e meditando em cada sentença. 

Nela encontramos as frases mais impressionantes de Paulo, como: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (1.6); “Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (1.21); “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (2.5); “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos” (4.4); “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” (4.6); “Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação” (4.11); “Tudo posso naquele que me fortalece” (4.13); “Recebi tudo e tenho em abundância” (4.18). 

Quando lemos essas afirmações levando em conta que Paulo as escreveu de uma prisão, elas ganham outro peso. O que levou Paulo a dizer, por exemplo: “Tenho tudo e tenho em abundância”? 

Sabemos que ele nada tinha, estava preso, dependia dos amigos que providenciavam agasalhos e outras coisas de que ele necessitava. Podemos encontrar a resposta a essa pergunta na carta.

A vida de Paulo era centrada em Cristo. Ele se considerava um prisioneiro de Cristo, seu maior desejo era que Cristo fosse pregado e glorificado; que, por meio de sua vida e morte, Cristo fosse engrandecido. 

A afirmação que me chama a atenção é quando ele diz: “Para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro”. Como o morrer pode ser um ganho, e não uma perda? 

Para nós, a morte é sempre uma perda, por isso é tão dolorosa. Perdemos pessoas que amamos, lugares que apreciamos. Ela representa uma ruptura. É assim que nos referimos às pessoas que partiram: “Foi uma grande perda”. De fato, foi. 

Mas o que Paulo quis dizer com “lucro”, ganho? Se, para ele, o viver era Cristo, sua identidade, seu valor, motivação, destino, tudo estava centrado na pessoa de Jesus, o que ele mais desejava era ser conformado a Ele

Se morrer é estar plenamente em Cristo, faz todo sentido afirmar que, para ele, o morrer era lucro. O que ele ganharia com a morte? Mais, muito mais, daquilo que ele já tinha: Cristo. Se, para ele, o viver era Cristo, e o morrer era ter muito mais daquilo que ele já tinha, é claro que a morte não significava perda ou ruptura, mas ganho.

Quando o centro de toda a nossa existência é Cristo, quando entendemos que vivemos nEle, por Ele e para Ele, que Ele é a razão de tudo o que somos e fazemos, que nossa alegria está nEle, que Ele é a nossa esperança, nossa paz, nossa segurança, que nosso destino é ser como Eletudo na vida encontra sentido nEle

É por isso que Paulo não se considerava um prisioneiro de César, mas de Cristo; essa era a razão para ele afirmar que tinha tudo e tinha em abundância ou declarar: “Tudo posso naquele que me fortalece”.

Porém, quando, para nós, o viver é minha família, meu trabalho, meu ministério ou qualquer outra coisa, facilmente perderemos a perspectiva, viveremos para proteger aquilo que nos oferece algum sentido para viver, mesmo sabendo que todas essas coisas, em algum momento, serão tiradas de nós.

Quando Cristo vem e ocupa o centro de todas as coisas, quando o Senhor, que venceu o pecado e a morte, torna-se o centro, nada nos será tirado e, assim, poderemos prosseguir para o alvo final: alcançar a maturidade em Cristo e ser conformados a ele.

Fonte: https://www.ultimato.com.br/revista/artigos/419/a-vida-centrada-em-cristo

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May 21, 2026

O que fazer quando você não é ouvido?

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O que você faz quando recebe um conselho que o confronta?

“Escrevi alguma coisa à igreja; mas Diótrefes, que gosta de exercer a primazia entre eles, não nos dá acolhida” (3 Jo 9)

- Ronaldo Lidório

O apóstolo João, já avançado em idade e rico em experiência pastoral, havia escrito à igreja com zelo, amor e autoridade espiritual. Contudo, suas palavras foram rejeitadas. Diótrefes, um líder que buscava preeminência, opôs-se à instrução apostólica e, com isso, não apenas silenciou a carta, mas desprezou a verdade. O que foi escrito com a intenção de edificar, exortar e guiar, foi simplesmente ignorado.

Essa realidade, infelizmente, persiste. A Palavra de Deus continua sendo proclamada com fidelidade, mas muitos ouvidos permanecem fechados. Famílias escutam conselhos sábios e bíblicos, mas os descartam. Membros de igrejas escutam sermões que confrontam seus pecados, mas resistem, racionalizam e ignoram. Assim, a exortação que deveria produzir arrependimento encontra barreiras construídas pelo orgulho.

Rejeitar a verdade é fechar os ouvidos ao Espírito. É preferir a própria voz, ao invés da voz de Deus. E, como ensina a Escritura, “o homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz será quebrantado de repente, sem que haja cura” (Pv 29.1). A verdade rejeitada não é inofensiva. Ela se torna juízo.

Há duas perspectivas importantes neste texto. A primeira é quando falamos a verdade, com amor e fidelidade à Escritura, mas não somos ouvidos. A segunda, quando a verdade nos é falada, mas fechamos os ouvidos e corações para não lidarmos com ela.

O que fazer quando não somos ouvidos? A resposta envolve três atitudes essenciais: oração, amor e perseverança. Como o apóstolo João, devemos orar por aqueles com quem nos preocupamos. Mesmo que nossas palavras sejam rejeitadas, não devemos deixar de amá-los sinceramente. E, quando Deus abrir novas oportunidades, devemos insistir em alertá-los com humildade e esperança.

E quanto a nós, o que fazer quando recebemos um conselho que nos confronta?

Precisamos cultivar um coração humilde, que não rejeita a verdade só porque ela nos incomoda. Devemos ouvir com atenção, orar pedindo discernimento e refletir com sinceridade. Talvez Deus esteja nos chamando ao arrependimento, à mudança ou ao recomeço.

Peça ao Senhor um coração ensinável. Diga como Samuel: “Fala, Senhor, o teu servo ouve” (1Sm 3.10). Leia as Escrituras com sede, valorize a pregação fiel, esteja disposto a mudar

Um coração que ouve é um coração que cresce

Que a Palavra de Deus não encontre resistência em nós, mas terreno fértil para transformaçãoAfinal, ouvir e obedecer à voz do Senhor é o caminho para uma vida cheia da verdade, graça e paz.

Fonte: https://www.ultimato.com.br/conteudo/o-que-fazer-quando-voce-nao-e-ouvido
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May 18, 2026

Você confia em Cristo?

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Era um dia ruim, mas Jesus andou sobre as águas
Era um dia ruim, mas caiu pão dos céus
Era um dia ruim, mas as muralhas foram derrubadas
Era um dia ruim, mas o mar se abriu
Era um dia ruim, mas o filho pródigo retornou
Era um dia ruim, mas as redes se encheram
A espera nunca é em vão
Deus sempre honra suas promessas
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May 16, 2026

Legado

A fé que aprendi com minha mãe
Ela me ensinou a amar a Cristo vivendo uma vida que só fazia sentido porque Cristo estava no centro dela

- Medson Barreto

Era madrugada. Todos da casa dormiam. A menina de dez anos levantou-se, caminhou pelos cômodos na ponta dos pés e abriu a porta da frente. Atravessou a rua, entrou pela porta dos fundos de uma igreja vazia e escolheu um canto discreto. Se ajoelhou. Por duas horas, contou a Deus todos os seus problemas: os acessos do pai, ora carinhoso, ora violento com ela e os irmãos; a saúde frágil da mãe; a pobreza da família. Acreditava que Deus podia atendê-la. Tinha fé. E fazia aquilo todos os dias.

Essa menina é minha mãe.

Maria Barros cresceu entre o interior do Paraná e Minas Gerais, sobreviveu a uma infância e adolescência difícil, casou-se, teve dois filhos e ficou viúva aos 37 anos, quando eu tinha apenas um ano e onze meses. Ela nos criou sozinha, sustentando nossa família com uma barraca de camelô no centro de Belo Horizonte. Ao longo dos anos, enfrentou endometriose com hemorragias que duraram quase uma década, depressão, e um problema na vesícula que evoluiu para cirrose, pancreatite e sepse. E, nesse meio tempo, fez algo que só décadas depois aprendi a chamar pelo nome: me discipulou.

Em Deuteronômio 6, Moisés instrui os pais a ensinarem a fé aos filhos “quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar.” A fé é transmitida no ritmo da vida, no ordinário de cada dia. Minha mãe entendia isso de modo instintivo. Depois do café da manhã, promovíamos o culto doméstico: canções, leitura da Bíblia, oração. Mesmo quando vinha de uma noite mal dormida, com o corpo ainda carregando o cansaço do dia anterior, fazia mesmo assim. Aquele era o modo como ela ordenava o mundo ao redor, nos mostrando, todos os dias, que havia um Deus real, próximo, digno de toda confiança.

Em muitas madrugadas, eu acordava e a encontrava passando mal, enfrentando uma crise de hemorragia, o corpo exausto. Mas o que eu ouvia, invariavelmente, era uma oração. Ela orava pelos filhos. Sem saber que eu estava acordado.

Aos treze anos, eu enfrentava bullying pesado na escola: agressões físicas, humilhações constantes. Vivia crises de identidade e uma depressão que eu ainda não sabia nomear. Precisava de um culpado para tudo. E escolhi minha mãe, como se ela fosse a responsável por cada dor que eu carregava. Cheguei em casa certa tarde e gritei: “Eu te odeio com toda a força do meu coração!”

Pensei que fosse me castigar. Mas ela se aproximou, segurou meu braço com carinho e disse: “Venha cá, meu filho. Fale por que me odeia e eu vou dizer por que te amo”. Desabei a chorar. Ela me ouviu, pediu perdão pelos erros que talvez tivesse cometido e me abraçou. Minha mãe se tornou, naquele momento, uma parábola viva do amor de Deus. Mais do que uma pregação ou um estudo bíblico, aprendi o que significa ser cristão, ao olhar para a vida daquela mulher.

Algum tempo depois, numa noite em que estava sozinho, orei: “Senhor, não consigo ter fé como a minha mãe tem. Me ajude a crer”. Não pedi a fé de Abraão. Pedi a fé daquela crente que eu via de perto, que sangrou e orou, e que me amou quando era odiada. O discipulado encarnado cria em você um desejo concreto: você não quer “ter fé” como algo abstrato; você quer a fé que aprendeu com alguém.

Há algo que minha mãe me ensinou e que demorei anos para articular com palavras: a fé cristã, no fundo, é amar a uma pessoa: Cristo. Os cultos da manhã, as orações que eu ouvia de madrugada, o abraço naquela tarde, a perseverança mesmo enfrentando tantas enfermidades, tudo era expressão desse amor. Fui sendo formado por ele antes de entender o que estava recebendo. 

Ela nunca me transmitiu grandes conceitos teológicos. Me ensinou a amar a Cristo vivendo diante de mim uma vida que só fazia sentido porque Cristo estava no centro dela.

Fonte: https://www.ultimato.com.br/conteudo/a-fe-que-aprendi-com-minha-mae
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May 08, 2026

Onde há o Espírito do Senhor, aí há liberdade

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Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.
E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.
.2 Co 3:17,18

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May 07, 2026

Convite à Liberdade

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¹ O Espírito do Senhor Soberano está sobre mim, pois o Senhor me ungiu para levar boas-novas aos pobres. Ele me enviou para consolar os de coração quebrantado e para proclamar que os cativos serão soltos e os prisioneiros, libertos.
² Ele me enviou para dizer aos que choram que é chegado o tempo do favor do Senhor e o dia da ira de Deus contra seus inimigos.
³ A todos que choram em Sião ele dará uma bela coroa em vez de cinzas, uma alegre bênção em vez de lamento, louvores festivos em vez de desespero. Em sua justiça, serão como grandes carvalhos que o Senhor plantou para sua glória.
⁴ Reconstruirão as antigas ruínas, restaurarão os lugares desde muito destruídos e renovarão as cidades devastadas há gerações e gerações.

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May 06, 2026

A luz resplandece nas trevas

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May 05, 2026

Hobbysmo político

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Anos atrás, o cientista político Eitan Hersh popularizou o conceito de hobbysmo político. Para muitos, sobretudo entre a esquerda confortável, a política deixou de ser um instrumento de mudança ou de conquista de poder.

Virou um hobby: algo que se pratica no tempo livre, por prazer, sem obrigação e, sobretudo, sem sacrifício.

Neste universo, o gesto conta mais do que o resultado.

A gratificação pessoal pesa mais do que a mudança real.

É a política transformada em spa: a consciência sai limpa; a realidade continua suja.
João Pereira Coutinho

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/joaopereiracoutinho/2026/05/micropilhagem-e-o-novo-hobby-de-quem-luta-por-um-mundo-melhor.shtml
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May 01, 2026

Tudo ou nada

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PS- Levar a sério [quem se leva a sério]: https://www.youtube.com/watch?v=EoXXbUwMbRY
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