April 08, 2016

Perdoe nossas dívidas assim como nós temos perdoado aos nossos devedores

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Chérie,

aqui Jesus fala do perdão no dia-a-dia, necessário para restaurar a comunhão. 

Pedir a Deus que perdoe os nossos fracassos e pecados pessoais é hipocrisia se não estivermos dispostos a perdoar os outros. A oração em nome de Jesus requer perdão completo entre todos. 

A nossa atitude quando pedimos perdão é como à do filho pródigo, profundamente arrependido e, como uma criança, sem nada a oferecer em troca. 

Ser perdoado pelos erros que fizemos não justifica nossas ações nem as torna corretas.

Perdoar os outros é confiar e acreditar na justiça de Deus ao invés de se entregar ao complexo de inferioridade, que é a raiz da justiça própria. 

A fatalidade de não perdoar é se tornar escravo da amargura, da hostilidade e da dissimulação. Além de perder a paz com Deus, paz com os outros e paz consigo mesmo.

Quando perdoamos os outros pelos erros que praticaram contra nós, não estamos desculpando o que eles fizeram - simplesmente reconhecemos que fomos magoados e que entregamos a questão a Deus.

Encarar a verdade nos livra de qualquer desculpa para continuar nosso comportamento compulsivo.

Bjs, 

KT 

PERDOE AS NOSSAS DÍVIDAS

- Ed René Kivitz

Quando oramos “perdoa as nossas dívidas assim como perdoamos nossos devedores”, somos lembrados do processo, dos propósitos e dos princípios do perdão.
  • Processo: confrontação, arrependimento, confissão, e perdão.
  • Propósitos: preservar a dignidade da pessoa ofendida, oferecer ao ofensor a possibilidade de transformação, e dar continuidade a um relacionamento entre pessoas livres.
  • Princípios: a experiência do perdão desmascara a prepotência humana diante de Deus e da vida, demonstra o valor da pessoa e dos relacionamentos humanos, e demonstra que os relacionamentos sobrevivem apenas pela gratuidade.

Jesus inclui a experiência do perdão na essência da oração. A parábola do “credor incompassivo” (Mateus 18.21-35) nos esclarece o processo, os propósitos e as lições do perdão.

O processo do perdão é constituído de quatro fases:

(1) Confrontação: conforme Mateus 18.15-20, quando alguém comete pecado contra nós, devemos repreender a pessoa em particular. Repreender significa literalmente “trazer à luz”, oferecer condições para que a pessoa tome consciência do seu pecado.

(2) Arrependimento, do grego metanoia (meta-nous), isto é, expansão da consciência. A pessoa se arrepende quando toma consciência de algo que lhe estava encoberto.

(3) Confissão: mais do que mera concordância, mas disposição de assumir o ônus do pecado cometido.

(4) Perdão: liberação da dívida impagável contraída pelo ofensor.

Podemos considerar que são três os propósitos do perdão:

(1) Preservar a dignidade da pessoa ofendida, pois um credor que não confronta seus devedores torna-se cúmplice conivente com um estilo de vida que insiste em contrair dívidas impagáveis, e nesse caso, torna-se também co-responsável pelas ofensas que sofre.

(2) Oferecer ao ofensor a possibilidade de transformação, pois uma vez confrontado com seu pecado, o ofensor tem a oportunidade de arrependimento, isto é, tomar consciência das conseqüências funestas da maneira como vive, e escolher mudar de direção.

(3) Dar continuidade a um relacionamento entre pessoas livres, pois as dívidas impagáveis mantêm ofensor e ofendido escravizados ao débito, isto é, vivendo em função de um pecado, de modo que seu relacionamento ou se dissolve, ou é mantido pela submissão obrigatória do ofensor aos caprichos do ofendido.

As lições do perdão podem ser também apenas três:

(1) Desmascarar a prepotência humana diante de Deus e da vida, pois assumir compromissos de pagamento de dívidas em relação a Deus e às pessoas é uma tolice, pois a dívida não é do tamanho da ferida causada, mas da pessoa ofendida. Nesse caso, quando Deus é o ofendido, a dívida é eterna, e nenhum ser finito pode pagar dívida eterna. Quando uma pessoa é ferida, a dívida é infinita, e a única maneira de quitar uma dívida infinita é abrindo mão de existir, o que nenhum ser humano pode fazer (pode escolher morrer, mas não pode escolher deixar de existir).

(2) Demonstrar o valor da pessoa e dos relacionamentos humanos, pois o perdão existe para dívidas impagáveis, isto é, para dívidas contraídas em relação a pessoas, e pessoas possuem valor infinito.

(3) Demonstrar que os relacionamentos sobrevivem apenas pela gratuidade. Nenhum relacionamento sobrevive pelo mérito humano. Somente o perdão de Deus e o perdão das pessoas às nossas dívidas impagáveis, nos concedem a oportunidade de permanecer vinculados uns aos outros em amor. Amar é perdoar sempre. Como Deus fez por nós, fazemos uns pelos outros.

E você?

  • Qual foi a última vez que alguém contraiu uma dívida impagável para com você?
  • Como você tratou ou está tratando da situação?
  • Qual foi a última vez que você contraiu uma dívida impagável para com alguém?
  • Como você tratou ou está tratando da situação?
  • Qual é o aspecto mais difícil da experiência de pedir perdão?
  • Qual é o aspecto mais difícil da experiência de conceder perdão?
  • Por que o perdão de Deus às nossas dívidas está condicionado ao perdão que concedemos aos nossos devedores?

  • Fonte: http://ibab.com.br/guiasdeestudo/pai_nosso-08.pdf

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